Milan, desafio ao campeão Barcelona

Bobby Charlton pega a bolinha que coloca os dois gigantes da Europa na mesma chave após 7 anos: duelo já na estreia

, O Estado de S.Paulo

26 de agosto de 2011 | 00h00

MÔNACO

Sir Bobby Charlton foi a estrela do sorteio da fase de grupos da Copa dos Campeões, ontem, no Foro Grimaldi de Mônaco. Das mãos do ex-astro do Manchester United e da seleção inglesa, de 74 anos, saiu o confronto mais forte da primeira fase: ele pegou a bolinha que colocou o Milan frente a frente com o campeão Barcelona, logo na primeira rodada, no dia 13 de setembro, na Espanha. Um duelo de 11 títulos que já foi decisão e volta a acontecer após sete anos.

Milan e Barcelona estavam na mesma chave na edição de 2004/05. Na ocasião, uma vitória para cada lado, mas melhor sorte para os italianos, que avançaram em primeiro e chegaram até a final, perdida para o Liverpool. Os espanhóis também passaram, mas só até as oitavas.

A rivalidade entre eles é antiga. E decisiva. Ambos mediram forças em Atenas, na final de 94. O show foi em vermelho e preto, com 4 a 0. O Barça foi em 2010, no torneio Joan Gamper. Empate por 1 a 1 e título nos pênaltis.

Agora, travam duelo para ver quem será o melhor do grupo H. Ambos não devem ter problemas para avançar, já que os outros rivais, BATE Borisov, da Bielo-Rússia, e Viktoria Plsen, da República Checa, não têm tradição. "A Europa está cada vez maior e eles chegaram por méritos", alertou Andoni Zubizarreta, diretor esportivo do Barça.

Precaução exagerada de um lado, euforia nada contida do outro. O técnico do Milan, Massimiliano Allegri, comemorou o sorteio. "Caímos diante da equipe mais forte, mas a classificação para a próxima fase está a nosso alcance", disse, feliz da vida.

Alegria essa que também fez parte dos ingleses do Manchester United por causa, justamente, da mão santa de seu eterno astro Bobby Charlton. Como previa antes do sorteio, ele conseguiu colocar o Benfica, de quem o Manchester ganhou a final de 1968, na mesma chave.

"É um bom grupo para nós. Especialmente depois de Bobby Charlton ter lembrado de um cenário sobre eles antes do sorteio", afirmou o diretor executivo David Gill.

Charlton se emocionou ao falar da conquista de 68 e comoveu o público. Não por acaso, foi aplaudido calorosamente.

Fez chorar e também rir, quando trocou o nome do Olympique Lyon, novamente na chave do Real Madrid, pelo Olympique de Marselha, rival do Arsenal. Pelo equívoco, simulou estar dando um tiro na própria cabeça.

Charlton definiu o confronto mais forte da etapa. E com o auxílio de Figo, Gullit e Matthaus formou também a chave mais complicada - a do Bayern, que sonha estar na decisão do dia 19 de maio, em seu estádio, em Munique. Villarreal, Manchester City e Napoli completam o grupo.M

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