Ministro diz que 'locomotiva entrou nos trilhos'

Em encontro com secretário-geral da Fifa, Jérome Valcke, Orlando Silva diz que principais gargalos foram resolvidos

Vannildo Mendes, O Estado de S.Paulo

30 de abril de 2011 | 00h00

Após reunião de mais de uma hora com o secretário-geral da Fifa, Jérome Valcke, e o presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira, o ministro dos Esportes, Orlando Silva, garantiu que os principais gargalos de infraestrutura para a Copa de 2014, como as obras dos aeroportos e dos estádios, estão equacionados. "Caiu a ficha e a locomotiva entrou nos trilhos", disse. "Agora só falta subir o último vagão, o das obras em São Paulo", enfatizou ele, referindo-se ao estádio do Corinthians.

O ministro disse que Valcke demonstrou "especial preocupação com o estado dos aeroportos" das cidades que sediarão a Copa de 2014. Mas tranquilizou-se, segundo ele, ao ser informado do conjunto de medidas adotadas para o setor e do empenho pessoal da presidente Dilma Rousseff em cobrar agilidade nas obras. Silva detalhou as gestões do governo para aprovação da Lei Geral da Copa, sugerida pela Fifa. O texto será enviado ao Congresso em maio para ser votado em regime de urgência. Silva espera que esteja em vigor até 30 de julho, data do sorteio dos grupos para as Eliminatórias.

O governo brasileiro comprometeu-se a adotar medidas para facilitar os vistos de entrada tanto para torcedores quanto para os que vêm trabalhar ou participar das competições. Quem vier trabalhar terá visto gratuito e mais rápido, com validade até o final da Copa. Num país conhecido pela profusão de cambistas, uma das preocupações da Fifa, é com a venda de ingressos e o risco de falsificações. Medidas especiais serão adotadas.

As 12 cidades sedes assinaram acordos comprometendo-se a isentar taxas dos produtos esportivos patenteados pela Fifa, como camisetas e mascotes. Haverá aperto na política de combate à pirataria. Entre as 12 cidades, dez estão com estádios em obras. Faltam Natal (RN), que tem previsão para começar em breve, e São Paulo, que, segundo Silva, superou as dificuldades após "um trabalho intenso de bastidores" envolvendo a direção do Corinthians, o Ministério Público e a Câmara de Vereadores da cidade. "É um tema equacionado", garantiu.

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