Missão de Ronaldinho será dar consistência

Mano espera que craque torne o meio-campo mais criativo, veloz e voltado a produzir lances de gol, já contra a Argentina

, O Estado de S.Paulo

16 de novembro de 2010 | 00h00

O primeiro grande teste de Mano Menezes como técnico da seleção - o jogo de amanhã, entre Brasil e Argentina, em Doha, no Catar -, vai começar a definir o perfil do time que disputará ano que vem a Copa América, na Argentina. Mano quer, sobretudo, avaliar como cada um dos jovens convocados vai se comportar antes e durante o clássico.

Os jogos anteriores, contra Estados Unidos, Irã e Ucrânia, deram ao técnico apenas uma ideia superficial do potencial da equipe, mas ele mesmo insistiu com a cúpula da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) que a seleção deveria enfrentar um grande adversário ainda este ano.

O confronto com a Argentina, analisado pelo aspecto técnico, atende à solicitação de Mano e deve agradar aos torcedores das duas equipes. Já o local da partida, o Catar, está diretamente relacionado a interesses da CBF com o país que deve ser sede da Copa do Mundo de 2022.

Dos 23 convocados, houve duas baixas: Alexandre Pato e o lateral-direito Rafael. Contundidos, eles foram cortados do grupo. Mano preferiu não chamar ninguém para substituí-los.

A atração da seleção para enfrentar o time de Messi é Ronaldinho Gaúcho, que volta à equipe depois de uma longa ausência - estava fora desde abril de 2009.

Ontem, Ronaldinho Gaúcho e Robinho se atrasaram na apresentação do grupo em Doha e não participaram do primeiro treinamento da equipe. Hoje, eles devem realizar normalmente a atividade programada para o local da partida, o Khalifa International Stadium.

Mano já deixou claro que sua opção por Ronaldinho tem o objetivo de dar mais consistência nas jogadas entre o meio-campo e o ataque. Com o jogador do Milan, ele acredita que a bola chegará com facilidade aos homens de frente.

"Tenho uma noção muito clara de que ele está chegando neste momento para agregar", declarou o técnico, ontem, em entrevista coletiva concedida em Doha. Para ele, Ronaldinho pode recuperar o futebol mágico que o consagrou quando atuava pelo Barcelona. Mas com uma ressalva. "Ele não vai ser sempre o jogador que vai pegar a bola e decidir todas as partidas. Torcedor gosta de jogada plástica. Nós, técnicos, gostamos disso, mas também gostamos de produção."

O desenho do técnico para o clássico previa a utilização da dupla de ataque que ele considera a melhor até o momento e é formada por Robinho e Alexandre Pato. A contusão do jogador do Milan frustrou um pouco o treinador, que deixou fora da lista o atacante Nilmar.

Na chegada da delegação ao hotel em Doha, Neymar, do Santos, foi quem mais chamou a atenção. O jogador não participou das duas vitórias contra Irã e Ucrânia por causa de problemas disciplinares no clube. Foi perdoado e reintegrado à seleção.

Para o amistoso com a Argentina, Mano levou o meia Douglas, de 20 anos, convocado pela primeira vez. O atleta do Grêmio deve entrar no decorrer do jogo.

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