MLB adota novo regulamento antidoping

Liga de beisebol entra em acordo com a associação de jogadores para acabar com os escândalos de doping

Redação,

11 de abril de 2008 | 17h09

Os jogadores e donos das equipes da MLB (liga norte-americana de beisebol) chegaram a um acordo, nesta sexta-feira, que permite à liga realizar mais exames antidoping durante a temporada, assim como o término das suspensões dos atletas Jose Guillen e Jay Gibbons. Depois de meses de negociação, a MLB convenceu a associação profissional de jogadores da liga a deixar que uma entidade independente realize os exames antidoping, que passarão a ser 3.600, ou seja, uma média de três exames para cada jogador por temporada. A princípio, a MLB não entrou em contato com a Agência Mundial Antidoping (AMA) para regulamentar a política antidoping da liga.Além disso, a decisão sobre realizar ou não um teste antidoping em um jogador específico continuará sendo do gerenciamento da liga e da associação de atletas. Qualquer desentendimento entre os partidos, a decisão caberá ao regulador dos exames antidoping.RECUOPara convencer a associação de jogadores profissionais, o comissário da MLB, Bud Selig, teve que recuar sua postura em punir atletas que estiverem envolvidos na investigação do FBI, que já perdura 14 meses, sobre uso de substâncias dopantes, como o THG. Guillen and Gibbons estavam suspensos por terem seus nomes envolvidos em tal investigação.E, para manter a privacidade dos atletas, a MLB se comprometeu a não divulgar nomes investigados, a não ser que estes recebam uma punição pelo uso de substâncias dopantes.Animada com o recuo da MLB, a associação de atletas profissionais avisou que doará U$ 200 mil para criar uma organização antidrogas para, juntamente com a MLB, criar um programa específico para educar jovens e futuros atletas, assim como fãs do esporte, a não utilizar substâncias proibidas com o intuito de melhorar sua performance.

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