Mo Farah defende seu treinador após acusação de doping

Pela primeira vez desde que o técnico Alberto Salazar foi acusado por um documentário da BBC de comandar um esquema de doping nos Estados Unidos, o fundista Mo Farah, seu principal atleta, saiu em defesa do treinador. Campeão olímpico dos 5.000m e dos 10.000m, o britânico disse que recebeu provas da inocência do seu técnico.

Estadão Conteúdo

26 de junho de 2015 | 16h57

"Após tantas especulações, eu quero deixar claro meu posicionamento. Embora tenha sido um momento difícil, eu pedi a Alberto para responder às acusações feitas contra ele e ele tem feito isso integralmente. Como ele é alguém com quem eu trabalho há muitos anos, sinto que eu tenho que acreditar em Alberto e nas provas que ele apresentou", escreveu Mo Farah, em sua página no Facebook, confirmando que vai continuar trabalhando com Salazar.

Quando o escândalo estourou, Mo Farah chegou a dizer que estava "realmente bravo" e disse que precisava saber se a denúncia era verdadeira ou não. "Se for provado que é verdade, eu vou ser o primeiro a deixá-lo", disse o britânico, antes de desistir de competir na etapa de Birmingham (Inglaterra) da Diamond League.

As acusações contra Salazar foram feitas pela BBC britânica, em reportagem em conjunto com a associação de jornalismo ProPublica. Salazar, nascido em Cuba mas tricampeão da Maratona de Nova York defendendo os Estados Unidos, teria comandado um esquema para burlar a legislação antidoping no Nike Oregon Project, nos Estados Unidos.

O denunciante é Steve Magness, braço direito de Salazar no projeto até 2012, que teria relatado à Agência Antidoping dos EUA (USADA) que o treinador deu substâncias dopantes ao norte-americano Galen Rupp, em 2002, quando ele tinha 16 anos. Rupp ganhou a prata nos 10.000m em Londres, perdendo apenas de Farah. Tal crime é passível de banimento do esporte.

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