Adrian Dennis/AFP
Adrian Dennis/AFP

Mo Farah 'voa' na reta e fatura o tricampeonato mundial dos 5.000m

Britânico ganha prova após entrar em segundo na reta de chegada

Estadão Conteúdo

29 Agosto 2015 | 09h32

Talvez a mais precisa análise sobre Mo Farah é que o britânico é mais resistente do que qualquer atleta mais rápido que ele e mais rápido do que qualquer atleta mais resistente. Na prática, isso significa que é praticamente impossível vencê-lo. Neste sábado, no Ninho do Pássaro, em Pequim (China), ele faturou o tricampeonato mundial dos 5.000 metros, repetindo o que havia feito nos 10.000m.

E, da mesma forma que aconteceu na prova mais longa, também nos 5.000m os quenianos e etíopes tentaram imprimir um ritmo lento. Mo Farah foi na deles. Quando a prova acelerou, Mo Farah voou. Ele entrou na reta de chegada em segundo, mas cruzou a linha mais de um segundo à frente do medalhista de prata.

O britânico fez 13min50s38, marca que sequer entra no ranking mundial divulgado pela Associação das Federações Internacionais de Atletismo (IAAF). A estratégia dos quenianos de fazer uma prova lenta deu certo. Mas o resultado não foi o esperado por eles.

O Quênia fez só prata, com Caleb Mwangangi Ndiku (13min51s75), enquanto dois etíopes brigaram pelo bronze, que ficou com Hagos Gebrhiwet (13min51s86). A medalha de ouro que não veio deve fazer falta aos quenianos na disputa com os Estados Unidos pela liderança no quadro de medalhas.

Nos 800 metros feminino, afinal, o ouro também não veio. A vitória ficou com Marina Arzamasova, da Bielo-Rússia, com 1min58s03. Ela foi seguida da canadense Melissa Bishop, com prata, e da queniana Eunice Jepkoech Sum, com bronze.

DE VOLTA

No salto em altura, o destaque ficou com a medalhista de prata, a croata Blanka Vlasic. Campeã mundial entre 2007 e 2010, considerando as competições indoor e outdoor, a veterana de 31 anos operou o tendão de Aquiles em janeiro de 2012. A cirurgia teve complicações e ela quase não voltou ao esporte.

Em Pequim, Blanka se aproximou de ser o que era antes da cirurgia. Não tanto pelo desempenho - 2,01m, sua melhor marca desde a operação, ficando a 0,07m do seu recorde pessoal -, mas sim pela conquista da medalha de prata. A croata saltou tão alto quanto as russas Maria Kuchina e Anna Chicherova, mas a vitória ficou com Kuchina porque ela não errou nenhuma vez até alcançar os 2,01m. Blanka falhou na primeira tentativa a 1,92m.

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