Mobilidade urbana preocupa candidatos no Rio para Jogos d 2016

Um ano depois de eleito, ofuturo prefeito do Rio de Janeiro saberá se a cidade foiescolhida como sede dos Jogos Olímpicos de 2016 e terá queprepará-la para o maior evento esportivo do planeta. Entre propostas mirabolantes e subestimação do tamanho dodesafio, quase todos os candidatos destacam uma necessidadecomum: melhorar a mobilidade urbana para a circulação deatletas, dirigentes, turistas e torcedores. O senador Marcelo Crivella (PRB) defende grandesinvestimentos no setor de transportes, desde a criação decorredores exclusivos para ônibus --previstos no projeto doComitê Olímpico Brasileiro (COB)-- até a expansão do metrô comrecursos municipais, o que seria inédito pelo meio detransporte ser competência estadual. Na questão dos ônibus, a proposta do senador é construirplataformas de embarque climatizadas e garantir o transporte deaté 150 pessoas em cada coletivo. Para que a cidade consiga faturar com turismo após osJogos, Crivella tem projeto de padronizar toda a orla carioca,desde o Aeroporto Internacional Antônio Carlos Jobim até aúltima praia do Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste. Ex-secretário estadual de Esportes, Turismo e Lazer,Eduardo Paes (PMDB) acredita que as propostas de investimentoelaboradas pelo COB são "modestas e factíveis". O candidato, que participou da elaboração como secretário,afirma que o foco deve estar nas áreas de transportes,segurança e meio ambiente --um consenso entre a maioria dosseus concorrentes. "AEROMÓVEL" Jandira Feghali (PCdoB) também frisa a necessidade degarantir fácil mobilidade de moradores, turistas e atletas noRio. Ela propõe uma nova modalidade de transporte, o"aeromóvel": trem sobre trilhos impulsionado por compressão dear, que ligaria a Barra da Tijuca, na zona oeste, à Penha, nazona norte, passando pelo aeroporto internacional. Jandira também promete a limpeza do Canal do Cunha, àsmargens da Linha Vermelha, rota obrigatória e mal cheirosa paraquem chega do exterior na cidade. Entre os principais problemas que deverão ser enfrentadospelo próximo prefeito na preparação para sediar uma Olimpíada,Chico Alencar (PSOL) destaca a conexão entre desigualdadesocial e violência. "Sempre falam em transporte e nos espaços esportivos, masnão temos o direito de pensar na Olimpíada esquecendo darealidade social da cidade." Para o candidato do PSOL, "após a Olimpíada, complexosesportivos devem ser incorporados à rede de educação e servir àmassificação do esporte, em vez de serem arrendados para ainiciativa privada". Fernando Gabeira (PV) também acha que os equipamentosesportivos construídos para a Olimpíada devem fazer parte depolíticas públicas que envolvam esporte e saúde. Ele propõe amassificação de esportes como natação e pólo aquático com apoiodireto da prefeitura. Sobre a revitalização de áreas turísticas da cidade, queconstam no projeto do COB, Gabeira pretende buscar capitaisportugueses para a reforma da Quinta da Boa Vista. Solange Amaral (DEM), ligada ao grupo do atual prefeito,mostra-se otimista com as condições da cidade em receber umevento esportivo de grande porte. "O Rio tem mais pontospositivos do que necessidade de correção", diz. Para ela, a integração entre as três esferas de poder nãopode repetir o que ocorreu no Pan-Americano. "A cidade ficou sozinha por seis anos e o governo federalentrou só no finalzinho. O governo estadual fez quase nada." Ao contrário da democrata, Alessandro Molon (PT) identificacomo gargalos da cidade: "transporte caótico e deficiente,segurança precária em todos os aspectos e meio ambientedescuidado". O Comitê Olímpico Internacional define a cidade-sede dosJogos Olímpicos de 2016 em 2 de outubro de 2009. O Rio concorrecom Tóquio, Chicago e Madri.

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