Modalidade já garantiu 16 medalhas ao Brasil

Memória

Marcelo de Moraes, O Estadao de S.Paulo

22 de agosto de 2008 | 00h00

Com as duas medalhas conquistadas nos Jogos de Pequim, a vela manteve sua condição de modalidade que mais garantiu premiações para o Brasil em Olimpíadas. Ao todo, os velejadores já ganharam 16 medalhas, uma a mais do que o judô. Na história dos Jogos, obtiveram seis medalhas de ouro, três de prata e sete de bronze.A competição de Pequim foi marcada por uma importante quebra de tabu. Isabel Swan e Fernanda Oliveira ganharam o bronze na classe 470. Foi a primeira medalha olímpica brasileira conseguida por uma tripulação feminina.Ao terminar em segundo lugar na classe Star, Robert Scheidt se tornou também o primeiro atleta brasileiro a subir ao pódio em quatro Olimpíadas seguidas. Mostrou também que não sofreu queda de rendimento depois de trocar a classe, passando da Laser para a Star. Nos três Jogos anteriores, havia ganho ouro em Atlanta, em 1996, e em Atenas, em 2004. Em Sydney, em 2000, conseguiu medalha de prata.Apesar de conquistar agora mais uma prata, Scheidt ainda não é o velejador brasileiro mais premiado em Olimpíadas. Perde para Torben Grael, que tem cinco medalhas no currículo, sendo dois ouros, uma prata e dois bronzes. Esse número poderia até aumentar se Torben não tivesse decidido se dedicar à vela oceânica, desistindo das seletivas olímpicas da classe Star. Se isso ocorresse, haveria um confronto justamente entre os dois maiores iatistas do País.A tradição de bons resultados na vela é antiga. A primeira medalha no esporte veio nos Jogos do México, em 1968, na classe Flying Dutchmann, com o bronze de Reinaldo Conrad e Burkhard Cordes. A categoria já não faz mais parte das provas do iatismo olímpico.O primeiro grande resultado brasileiro veio nos Jogos de Moscou, em 1980. Na ocasião, foram conquistadas duas medalhas de ouro, com Eduardo Penido e Marcos Soares, na classe 470, e com Alex Welter e Lars Björkström, na Tornado. A partir daí, a equipe de iatismo só deixou o de medallhar em Barcelona, em 1992. Na ocasião, nem Torben Grael conseguiu chegar ao pódio.

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