Márcio Fernandes/Estadão
Márcio Fernandes/Estadão

Modalidades coletivas têm mais chance no Rio

Vôlei, basquete e futebol deverão disputar lugares no pódio na Olimpíada; formações das equipes serão bem diferentes

Marcio Dolzan, Nathalia Garcia e Paulo Favero, Enviados Especial a Toronto, O Estado de S. Paulo

25 de julho de 2015 | 17h00

Nas modalidades coletivas, o Brasil tem tudo para fazer um bom papel nos Jogos Olímpicos do próximo ano. Se no Pan o País chegou às finais no vôlei, basquete, futebol e handebol, as perspectivas para a competição no Rio também são boas. Até porque, com exceção do handebol, as formações serão bem diferentes.

Em Toronto, por exemplo, o futebol levou uma equipe com pouca experiência no masculino e não contou com a principal estrela no feminino. Em 2016, Neymar e Marta são nomes certos e devem ajudar a aumentar a qualidade da equipe. O ouro olímpico nessa modalidade, inclusive, nunca veio para o Brasil e a meta é quebrar o jejum. 

No vôlei, o Brasil tem muita tradição e chegou às finais olímpicas em Londres. Em casa, tanto o masculino quanto o feminino serão favoritos à medalha. Isso se aplica também ao vôlei de praia, modalidade que o Brasil costuma chegar longe e brilhar. Em todas elas, no Pan, a equipe foi representada sem sua força máxima.

No basquete, com jogadores da NBA, a seleção masculina pode chegar longe. Mas antes disso terá de resolver uma pendência com a Fiba para (Federação Internacional de Basquete) para garantir que uma das vagas olímpicas seja dada ao País.

No handebol, por sua vez, o Brasil disputou o Pan com sua equipe principal e foi muito bem. O técnico Morten Soubak, do feminino, aproveitou para fazer testes na equipe visando ao Mundial, quando a equipe defenderá o título, e aos Jogos Olímpicos.

Para a ponta Fernanda, o título em Toronto serve de estímulo para a equipe nas duas competições. “Tínhamos obrigação de vencer e a pressão estava do nosso lado. Essa medalha vale o trabalho de um ano e sabíamos que não seria fácil. Agora vamos continuar trabalhando porque será um ano muito importante para gente.”

Para Carlos Arthur Nuzman, presidente do COB, algumas modalidades tiveram sucesso no Pan e isso pode ser um estímulo para que façam um bom papel no Rio. “Quero dar um destaque para a equipe brasileira de polo aquático, que teve grande evolução técnica. E para o rúgbi, que estreia em 2016, conquistou uma medalha inédita no feminino.”

Ele também citou os saltos ornamentais, levantamento de peso, hipismo CCE e adestramento, tiro esportivo, badminton, pentatlo moderno e ciclismo de pista. De todas elas, o pentatlo é quem mais tem chance de pódio no Rio com Yane Marques.

No tênis, o Brasil tem boas chances nas duplas, com Marcelo Melo e Bruno Soares. Em Toronto representaram o País jovens atletas que não tiveram bons resultados. No tiro com arco, Marcus Vinicius D’Almeida pode surpreender. E na maratona aquática e no triatlo o Brasil tem potencial para brigar pelo pódio e ajudar a garantir algumas medalhas para o País nos Jogos de 2016. 

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