Modificado, Brasil luta pelo título inédito

Sem duas de suas jogadoras mais experientes, seleção estreia na madrugada de amanhã contra o Quênia

, O Estado de S.Paulo

28 de outubro de 2010 | 00h00

Com importantes modificações desde o vice-campeonato no Grand Prix, em agosto, a seleção brasileira feminina de vôlei busca a partir da madrugada desta sexta-feira o título que lhe falta ao currículo: o Campeonato Mundial. A partida de estreia será às 2h30 de Brasília, contra o desconhecido Quênia, na cidade de Hamamatsu, Japão.

Na última edição do Mundial, em 2006, o Brasil chegou perto: foi derrotado na final pela Rússia. Quatro anos depois, a equipe vem com o status de campeã olímpica - feito obtido nos Jogos de Pequim, em 2008 -, mas com o sentimento de que precisa superar o tabu e a perda do título no Grand Prix da China, competição que teve os Estados Unidos como campeões. Na disputa em solo chinês, o desempenho do time foi seriamente prejudicado pela contusão da ponta Paula Pequeno (tornozelo esquerdo) e da ponta/oposto Mari (joelho direito).

Nenhuma das duas atletas conseguiu se recuperar a tempo do Mundial e, por causa disso, o técnico José Roberto Guimarães foi obrigado a fazer modificações na lista de convocadas. O treinador vai apostar em Natália atuando no ataque - apesar de a atleta ser oposto de origem - e a ponta Fernanda Garay. A situação aumenta a responsabilidade de outras jogadoras experientes, como a ponta Jaqueline, a oposto Sheilla e a líbero Fabi, que deverão atuar ao lado da levantadora Dani Lins, provavelmente a titular. As meio de rede Thaísa e a capitã Fabiana também devem começar jogando contra o Quênia, enquanto a levantadora Fabíola, a oposto Joycinha, a ponteira Sassá, as meios de rede Adenízia e Carol Gattaz além da líbero Camila Brait complementarão o banco do grupo brasileiro.

Jaqueline, que terminou o Grand Prix como melhor atacante, diz que não liga se não repetir a dose. "Nem penso em prêmio individual. O que importa é fazer o melhor para ajudar a equipe a ganhar o campeonato. Em 2006, fizemos uma boa campanha, mas acabamos vacilando em alguns momentos na final. Esse ano vai ser diferente. Quero o título. Não penso em outra coisa", garante a ponta.

A seleção joga "em casa" no ginásio de Hamamatsu, considerada uma das cidades mais brasileiras do Japão. "Será importante começar uma competição tão importante e difícil como essa com a torcida a nosso favor", disse o técnico José Roberto Guimarães. O adversário de hoje é praticamente desconhecido. "Sabemos apenas que algumas jogadoras atuaram ou atuam na França. Como as outras equipes africanas, deve ter força de ataque e potência de salto, mas não deve ser eficiente tecnicamente. Deve ser o adversário mais fraco do grupo."

A oposto Sheilla diz que o Brasil entrará em quadra determinado. "Nunca joguei contra o Quênia. Não conheço o time. Mas é o primeiro jogo e a estreia é sempre mais tensa. Temos de estar atentas e concentradas para não sermos surpreendidas."

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