Molina vai ter maior liberdade para armar

O Santos passou a ser outro depois da chegada do colombiano Molina. De candidato ao rebaixamento nas primeiras rodadas do Campeonato Paulista, o time se tornou mais equilibrado desde a estréia do meia no empate por 0 a 0 com o Cúcuta, na Colômbia. E depois, em uma de suas maiores atuações com a camisa santista, o time ganhou do Guarani na Vila Belmiro e iniciou a reação de sete jogos sem derrota. Também na Libertadores suas atuações foram decisivas para que a equipe avançasse até as quartas-de-final. Hoje, Molina joga pela primeira vez contra o São Paulo, com maior liberdade. E ele não esconde a sua admiração pelo adversário. "Considero o São Paulo o grande favorito para ganhar o título do Campeonato Brasileiro", afirma. O momento não é bom, mas é um time com excelentes jogadores e muita experiência", analisou o meia.Para o colombiano, clássico é sempre um jogo diferente, mais atraente. "Não importa a situação das equipes. Tudo fica igual", observa. E garante, ao menos, empenho. "Prometo me aplicar em dobro. Clássico é mais coração do que outra coisa", diz o camisa 10. "E isso não vai nos faltar porque o Santos vem de uma derrota em Belo Horizonte (para o Cruzeiro, por a 0) e precisa vencer para dar uma satisfação ao torcedor."Molina gostou da decisão do técnico-interino de escalar o time com três zagueiros para o clássico. "Com essa formação, os laterais trabalham mais do meio para frente. Assim teremos mais jogadores no meio e isso faz com que eu possa jogar mais perto da área adversária, onde acredito que sou mais útil para o time", explica. Embora tivesse o nome envolvido numa suposta briga com Leão nos vestiários do Mineirão, Molina foi um dos poucos jogadores que não demonstraram alegria pela saída do técnico. "Não houve nada disso. Só tenho a agradecê-lo pela confiança", conta. "Meu rendimento caiu porque não estava fisicamente 100%. Agora acredito que vou voltar ao normal."

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