Moréia vence IV Rali Oceânico Audi

A maior competição náutica do País. Assim o experiente organizador Jean Balder definiu o IV Rali Oceânico Audi, concluído sábado à noite no litoral entre Caiobá, no Paraná, e São Francisco do Sul , em Santa Catarina. Nada menos de 76 embarcações participaram da competição vencida espetacularmente pela tripulação do comandante Tonny Pizzatto, do barco Moréia, de apenas 22 pés, um dos menores do evento. Pizzatto atribuiu a sua equipe de navegadores a conquista com apenas 2 pontos perdidos, Edilson Wronsky, Albert de Oliveira e Rubens Portella. "A bagagem deles como campeões paranaenses nos ralis de regularidade com automóveis foi fundamental", disse. O IV rali Oceânico Audi esteve muito próximo de não ser realizado por causa do mau tempo sexta-feira à noite em Caiobá. O céu quase todo azul, no dia seguinte, surpreendeu a muitos. O mar, contudo, tinha fortes traços da agressividade do tempo um pouco antes. "Tivemos de cancelar as duas primeiras PCs (provas cronometradas) e iniciar a disputa apenas a partir da terceira, já no canal de São Francisco, por causa das condições difíceis do mar", explicou Balder. E Pizzatto não escondeu que, com seu barco de cerca de 7 metros apenas, seria bem mais complexo vencer não fosse assim. "Nós perderíamos um tempo considerável nesse trecho inicial, em razão das ondas altas e fortes." Lembrou, porém, que competir apenas no canal o favoreceu. "A Moréia é leve, retoma velocidade rápido, o que num rali como o de hoje foi fundamental." Sua embarcação era equipada com dois motores de 115 cavalos. A maioria dos competidores dispunha de barcos bem maiores com dois motores também, mas de 400 a 600 cavalos cada. O mais impressionante no resultado obtido pela tripulação do Moréia foi ter perdido apenas dois pontos num rali com duas horas e 40 minutos de duração. A cada segundo a menos nos pontos de cronometragem o participante perde um ponto, e um segundo a mais representa dois segundos de punição. "O segredo é criar pontos fictícios de cronometragem a cada 100 metros e ser preciso em todos eles", explicou Albert. Em segundo classificou-se a embarcação do comandante Marcos Domakoski, com Labadee, 13 pontos perdidos, e em terceiro o grupo liderado por Roberto Damiani, com Samui, 14 pontos. "O nível técnico do rali foi bastante elevado", comentou Balder. Já o presidente da Audi do Brasil, Frank Segieth, lembrou que o sucesso do evento promovido pela empresa pode ser medido pelo número de participantes. "Na primeira edição tivemos 30, agora chegamos a 74 e, se fosse possível, teríamos ultrapassado 100 barcos já este ano." Segieth explicou que 26 embarcações não puderam concorrer porque não havia estrutura preparada para tantos concorrentes. "Temos de pensar primeiro na segurança."

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