Morre uma lenda da Hungria

Bicampeão olímpico de canoagem, Kolonics, 36 anos, iria a Pequim

Budapeste, O Estadao de S.Paulo

16 de julho de 2008 | 00h00

Os húngaros estão de luto. A notícia da morte de Gyorgy Kolonics, um dos principais nomes do país para os Jogos de Pequim, em agosto, chocou a população. Kolonics era um astro da canoagem, havia conquistado dois ouros olímpicos e vinha treinando para brilhar na China. Justamente durante um treino, ontem, em Budapeste, capital da Hungria, ele morreu, aos 36 anos.A causa não foi divulgada de forma oficial, mas os médicos que o examinaram disseram a pessoas ligadas ao canoísta que o provável motivo de sua morte foi uma parada cardíaca. "Não há muito o que dizer agora, todos ficaram bastante chocados e não podem realmente dizer o que ocorreu", declarou Etele Barath, presidente da Federação Húngara de Canoagem.Kolonics caiu inconsciente enquanto treinava. Os médicos presentes no local tentaram reanimá-lo, mas não obtiveram sucesso. "Kolonics se sentiu mal durante seu treinamento matinal, aproximou-se do barco de acompanhamento e perdeu a consciência. Todas as tentativas de reanimá-lo foram em vão", acrescentou Barath. Os meios de comunicação do Leste Europeu deram grande destaque ao episódio. "Simplesmente não consigo acreditar nessa tragédia", lamentou Katalin Fabian-Rozsnyoi, ex-técnico húngaro. "É uma incrível perda para nós."ACOSTUMADO A VITÓRIASKolonics, afinal, tinha 16 anos de carreira e iria à sua quinta Olimpíada - competiria sozinho na prova dos 500 m e ao lado de Gyorgy Kozmann nos 1000 m. Em seu currículo, constam 15 títulos mundiais e dois ouros olímpicos - em Atlanta/96 (ao lado de Csaba Horvath nas duplas de 1.000 m) e em Sydney/2000 ( nos 500 m individuais). Ele conquistou ainda dois bronzes, em 96 e em Atenas/2004, ambos nos 500 m individuais.O canoísta nasceu em Budapeste e era chamado de Kolo em seu país. É um dos grandes nomes da história do esporte húngaro, que sofreu um sério desfalque para Pequim - em Atenas, há quatro anos, a Hungria terminou em 13º lugar no quadro final de medalhas, com 8 ouros, 6 pratas e 3 bronzes. "Kolonics era uma verdadeira lenda do esporte húngaro, um homem honrado e estava no auge da carreira", comentou Pal Schmitt, presidente do Comitê Olímpico Húngaro, por meio de uma nota à imprensa.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.