Morte no críquete abre discussão sobre segurança do esporte

Especialistas debatem mudanças de regras. Phillip Hughes levou bolada em área não protegida da cabeça e teve hemorragia cerebral

O Estado de S. Paulo

28 de novembro de 2014 | 09h38

A morte do atleta Phil Hughes, da seleção australiana de críquete, após levar uma bolada na cabeça na última terça-feira, gerou questionamentos sobre a segurança do esporte.

Segundo os médicos, a lesão de Hughes foi um caso 'bizarro' e 'muito raro'. A bola atingiu a altura da orelha esquerda do australiano, uma região que não é protegida pelo capacete, e estourou uma artéria. Ele faleceu com um quadro de traumatismo craniano e hemorragia cerebral.

Enquanto autoridades buscam maneiras de minimizar o risco do jogo, os capacetes também foram questionados. Quando foi atingido, Hughes usava um modelo de 2013. Já existe um modelo atualizado, 2014, que é considerado mais seguro e poderia ter salvado a vida do atleta.

Virender Nagpal, presidente da fornecedora que fabricou o capacete vestido por Hughes, garante que os equipamentos já são seguros. "Acho que os padrões são bons o suficiente neste momento. Isto deve ser reforçado. Não devia ser permitido a ninguém jogar críquete sem o capacete dentro dos padrões. Acho que isso resolveria a maior parte dos problemas", afirmou

Ainda no gramado, Hughes foi ressucitado e encaminhado para um hospital. A equipe médica do estádio recebeu elogios pelo rápido atendimento. Internado, o atleta foi induzido ao coma para aliviar a pressão na área, mas não resistiu e morreu nesta quinta-feira. A rodada completa do campeonato australiano de críquete foi adiada em respeito a Hughes.

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