Morte no luge confirma piores temores com pista de Whistler

Atletas reclamam do traçado, e Organização do evento ainda não definiu se haverá modificações no calendário

Martyn Herman, REUTERS

12 Fevereiro 2010 | 20h16

Os graves alertas sobre o excesso de velocidade no Centro de Patinação de Whistler se provaram na sexta-feira tragicamente pertinentes, quando um acidente num treino tirou a vida do competidor georgiano Nodar Kumaritashvili, poucas horas antes do início oficial da Olimpíada de Inverno de Vancouver.

Kumaritashvili, de 21 anos, perdeu o controle do seu trenó na 16a e última curva da pista e foi lançado para fora dela, atingindo um pilar a cerca de 145 quilômetros por hora.

A sexta sessão de treinos foi imediatamente suspensa e Kumaritashvili foi levado de helicóptero para um hospital após receber primeiros socorros. Os organizadores ainda não anunciaram se manterão as primeiras competições no sábado.

Ainda na quinta-feira um funcionário da federação de luge havia dito à Reuters que era preciso reduzir a velocidade nas pistas.

"Vamos ter de colocar limites de velocidade para a próxima pista que será construída certamente para a próxima Olimpíada", afirmou Wolfgang Harder depois de ver o austríaco Manuel Pfister bater o recorde de velocidade no luge, cravando 154 quilômetros por hora num treino.

"Achamos que 155 quilômetros por hora deveria ser o limite. Temos de cuidar da segurança dos nossos atletas." A pista de Whistler, que tem um declive equivalente a um prédio de 48 andares num espaço de 1.400 metros, já vinha provocando polêmica em meio aos preparativos para as competições, com curvas com nomes sugestivos como "Meio a Meio" e "Calafrio".

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