JF Diorio/AE
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Morumbi terá cobertura e hotel por R$ 150 milhões

Diretoria do São Paulo anuncia hoje acordo com a construtora Andrade Gutierrez; obra deve ser entregue em 2013

PAULO GALDIERI, O Estado de S.Paulo

20 de dezembro de 2011 | 03h06

O São Paulo começa hoje a transformar um velho sonho em realidade. Com anúncio cheio de pompa, o clube formaliza o acordo com a empreiteira Andrade Gutierrez para a realização das obras para cobrir e modernizar o estádio do Morumbi e construir um prédio anexo, que servirá como hotel.

A parte final de uma reforma que já vem sendo tocada aos poucos há pelo menos três anos, com a construção de camarotes e aluguel a empresas, deverá ficar pronta no primeiro semestre de 2013 e o orçamento inicial para esta fase da obra é estimado em cerca de R$ 150 milhões -metade de todo o gasto com a reforma do Morumbi.

Pelo acordo, que hoje será divulgado com a assinatura simbólica de uma carta de intenções, o clube não gastará com a cobertura ou com a construção do hotel.

Os custos ficarão a cargo da Andrade Gutierrez. Em troca, a empreiteira ganhará porcentagem nos lucros gerados pelo hotel (que deverá ser administrado pela Accor, dona de marcas como Ibis e Holliday Inn) e também nos eventos realizados na arena multiuso para 25 mil pessoas em uma parte do estádio, que também está nos planos da reforma e que tem a cobertura como ponto fundamental.

A arena, aliás, é uma das prioridades da diretoria. Ela terá o formato móvel, podendo ser montada e desmontada atrás de um dos gols, conforme a necessidade de utilização do estádio.

Segundo projeções dos são-paulinos, é a arena multiuso, que será gerida pela empresa de promoções de eventos XYZ, que fará com que a reforma valha a pena financeiramente.

A ideia é abrigar não apenas shows de música -como hoje já ocorre no Morumbi- mas ficar com um filão de eventos considerados de médio porte e que não têm um lugar próprio para serem realizados na cidade. Na gama de eventos estaria até mesmo o São Paulo Fashion Week, a semana de moda que acontece anualmente em São Paulo e tem apelo internacional.

Alfinetada. Para começar a obra, o São Paulo agora depende de uma reformulação na Lei de Zoneamento da cidade, a ser aprovada pela Prefeitura (leia mais no Metrópole, pág C1). A pressa são-paulina é para provar que o estádio teria condições de ser sede da Copa das Confederações, em meados de 2013.

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