Divulgaçao/Leandro Amaral
Divulgaçao/Leandro Amaral

Motivado, Léo fala em momento histórico

Lateral espera recuperar posição, que foi ocupada pelo zagueiro Durval; aos 36 anos, sonha com título que lhe falta

LUÍS AUGUSTO MONACO , ENVIADO ESPECIAL / YOKOHAMA , O Estado de S.Paulo

17 de dezembro de 2011 | 03h06

Léo foi o último jogador a deixar o campo e entrar no corredor onde foram realizadas as entrevistas no estádio do Kawasaki Frontale, palco do treino do Santos na noite de sexta-feira, 16.

E não teve pressa para ir embora. Disposto, solícito e animado como se já soubesse que será titular neste domingo contra o Barcelona, na final do Mundial Interclubes da Fifa, ele nem parecia o jogador que andava de cara amarrada e sem vontade de falar com os jornalistas quando ruminava a insatisfação de ter perdido a posição para o zagueiro Durval.

"A dor no joelho direito diminuiu bastante. Estou com tanta vontade de disputar essa partida que topo até tomar uma infiltração se for preciso."

Aos 36 anos, o lateral-esquerdo é o jogador mais velho do grupo. E sabe que talvez não tenha outra oportunidade de lutar por um título que não consta de seu vasto currículo de conquistas - com seis troféus (Brasileiro de 2002 e 2004, Paulista de 2010 e 2011, Copa do Brasil de 2010 e Libertadores desta ano) ele é o maior ganhador da história do clube depois da era Pelé.

"Estamos muito perto de fazer história, e não podemos deixar o cavalo passar, temos de montar nele. Pode ser minha última chance de ser campeão mundial, porque é muito difícil chegar a esta competição. Sabemos que a dificuldade para vencer será imensa e, por isso, vamos nos matar em campo."

Léo sorria toda vez que lhe perguntavam se já sabia se ia jogar, e dizia que, para não dar armas ao adversário, Muricy vai manter o mistério até momentos antes do jogo. O treino de ontem não ajudou a elucidar se o técnico já tem o time na cabeça nem se jogará com dois ou três zagueiros, porque limitou-se a exercícios para aprimorar a posse de bola.

Em suas respostas Léo fez questão de dizer que o Barcelona, embora seja reconhecidamente o favorito, precisa respeitar a força do Santos. "Eles sabem que não vão enfrentar um time qualquer. Ganhamos muito nos últimos dois anos e temos jogadores com capacidade para desequilibrar."

O principal deles, claro, é Neymar. Para o lateral, sua presença pode provocar uma mudança no estilo de jogo de Daniel Alves. "Ele ataca muito, mas nunca teve o Neymar nas suas costas. Se der muito espaço e o deixar no mano a mano com qualquer zagueiro do Barcelona, um abraço. Nenhum vai conseguir segurar o moleque, com sua velocidade e habilidade."

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