Motivado, Santos vai para cima de lanterna

Mesmo com a derrota para o Flamengo no meio de semana, time vem confiante com a grande apresentação

Sanches Filho, O Estado de S.Paulo

31 de julho de 2011 | 00h00

Santos e Atlético-PR vão fazer um jogo de opostos, hoje às 18h30, na Arena da Baixada, em Curitiba. Embora separados por apenas seis pontos na classificação, o time de Neymar e Ganso está com três jogos a menos (Corinthians, Fluminense e Grêmio) que os concorrentes e sonha brigar pelo título do Campeonato Brasileiro, enquanto o adversário faz a pior campanha entre os 20 clubes da competição e já é apontado como forte candidato ao rebaixamento.

Se repetir o futebol que apresentou na derrota por 5 a 4 contra o Flamengo, no meio de semana, na Vila Belmiro, o campeão da Libertadores da América pode até esperar uma goleada hoje.

"Nossa equipe precisa de mais algumas partidas para voltar a jogar como estava acostumada. Contra o Flamengo já foi dada uma mostra que o Santos vai ser muito forte dentro de pouco tempo. Só falta entrosamento dos que chegaram", aposta Muricy Ramalho.

Sem desfalque por suspensão ou lesão, o treinador vai manter a formação da partida de quarta-feira. Será um time mais próximo do Santos das goleadas de Dorival Júnior, no primeiro semestre do ano passado, do que o conjunto bem fechado do meio para trás que Muricy armou para ganhar a Libertadores.

Um time apenas com Arouca improvisado como volante de contenção, com três meias - Ibson, Elano e Ganso - e dois atacantes goleadores. Tanto que com apenas 25 minutos de jogo já ganhava por 3 a 0 do Flamengo. E com a mesma facilidade com que fez os gols permitiu a virada dos cariocas, em noite inspirada de Ronaldinho Gaúcho.

Se o Atlético-PR não estivesse tão mal é provável que Muricy reforçasse a marcação à frente da defesa, com a troca de Elano ou Ibson por Rodrigo Possebon. Mas, além do péssimo papel que fazem no Brasileiro, os paranaenses vão jogar sem oito titulares.

O treinador, então, preferiu repetir a escalação para dar ritmo a alguns jogadores. Muricy deve posicionar Elano e Ibson mais atrás e dar maior liberdade para Ganso ir à frente para municiar Borges e Neymar.

Ganso. O técnico concorda que Ganso ainda não mostrou o seu verdadeiro futebol após a lesão muscular da coxa direita que ele sofreu no primeiro jogo da decisão do Campeonato Paulista, contra o Corinthians, no Pacaembu, mas não pensa em tirá-lo para o time para passar por um período de recondicionamento.

"Se não houver nenhum problema médico nesses 40 dias em que o Santos vai ter dois jogos por semana, Ganso vai melhorar física e tecnicamente. Ele vai treinar pouco, mas terá uma boa sequência para voltar à sua condição ideal", finalizou Muricy.

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