Fabrice Coffrini/AFP
Fabrice Coffrini/AFP

Movimento dos atletas exige do COI o fim da regra que proíbe protestos em Tóquio

Thomas Bach chegou a dizer que puniria aqueles que protestassem por causa da morte de George Floyd, mas voltou depois voltou atrás

Redação, O Estado de S.Paulo

14 de junho de 2020 | 21h15

O movimento internacional de atletas, conhecido por "Global Athlete", exige que o Comitê Olímpico Internacional (COI) retire a regra 50 da Carta Olímpica, que proíbe qualquer protesto político, religioso ou racial nos Jogos.

Esta exigência ganhou força após o presidente do COI Thomas Bach dizer que puniria aqueles que protestassem em Tóquio ano que vem por causa da morte de George Floyd, homem negro asfixiado brutalmente por policiais nos Estados Unidos, e dos manifestos no esporte contra a desigualdade racial, mas depois voltou atrás.

"Por muito tempo os atletas tiveram que escolher entre competir em silêncio ou defender o que é certo. É tempo de mudança. Todo atleta deve ter poderes para usar suas plataformas, gestos e vozes. O silêncio da voz do atleta levou à opressão, o silêncio levou ao abuso e o silêncio levou à discriminação no esporte", afirmou a mensagem do Global Athlete.

"Pedimos ao COI e ao IPC (Comitê Paralímpico Internacional) que ponham fim a essa hipocrisia, apoiem seus atletas e anulem a regra 50. Os atletas não serão mais silenciados", continuou a carta enviada ao COI.

Segundo o texto, a regra 50 da Carta Olímpica viola os "direitos humanos do atletas". "O COI, como observador das Nações Unidas, deve ter um padrão mais alto. O COI e o IPC devem respeitar o artigo 19 da Declaração Universal dos Direitos Humanos, que declara: 'Todo mundo tem direito à liberdade de opinião e expressão; esse direito inclui a liberdade de manter opiniões sem interferência'. As regras esportivas não devem ter a capacidade de limitar esse direito."

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