Khaled Desouki/AFP
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Movimento em Londres cresce na reta final para abertura

A três dias da cerimônia de abertura, chegada de atletas aumenta expectativas na cidade

Daniela Milanese, O Estado de S. Paulo

24 de julho de 2012 | 12h23

LONDRES - Londres entra na reta final para os Jogos Olímpicos. A três dias da cerimônia de abertura, que acontece na sexta-feira, o movimento na cidade cresce consideravelmente após a chegada de atletas e diante da expectativa da visita de chefes de estado. "As próximas 48 horas serão fundamentais para os sistemas de transporte e segurança", afirmou, nesta terça-feira, Jeremy Hunt, ministro britânico responsável pela Olimpíada.

Na quarta-feira, entram em funcionamento as faixas especiais para o trânsito de atletas, autoridades e imprensa nas ruas de Londres, o que deve aumentar os congestionamentos para a população local. Na quinta-feira, a tocha olímpica chega ao centro da cidade, por volta da hora do almoço, antes de seguir pelo rio Tâmisa no dia seguinte até o Parque Olímpico.

O aeroporto de Heathrow também estará especialmente carregado na quinta-feira, dia que concentrará a chegada de patrocinadores e da imprensa internacional. Os funcionários do controle de imigração ameaçam entrar em greve exatamente nessa data. A cidade recebe nas próximas horas dezenas de chefes de estado - a presidente Dilma Roussef chegará na manhã de quarta-feira.

"Eu acredito que a maioria não irá aderir, porque será o dia mais importantes da carreira deles", afirmou Hunt, apelando à importância histórica dos Jogos para a cidade. Trabalhadores de linhas de trens também pretendem entrar em greve durante o evento esportivo.

É esperada superlotação dos sistemas de transporte, já que a cidade terá um milhão de visitantes adicionais por dia. Normalmente, 3,4 milhões de viagens são realizadas diariamente, número que saltará para 20 milhões durante os Jogos. "Coisas darão errado no sistema de transporte, mas estaremos lá para arrumá-las e levar todas as pessoas para casa", disse Peter Hendy, responsável pelo órgão Transport for London. Na noite de segunda-feira, após um ensaio da cerimônia de abertura no Parque Olímpico, houve problemas em linhas de metrô.

O governo reforçou a segurança e convocou nesta terça-feira mais 1,2 mil soldados que estavam de sobreaviso. Segundo Hunt, a decisão não tem ligação com nenhuma ameaça adicional detectada nos últimas dias, nem representa desconfiança em relação ao trabalho da empresa de segurança privada G4S. A companhia não conseguiu cumprir o contrato para o fornecimento de 10,4 mil guardas e o governo já havia convocado 3,5 mil soldados para cobrir o buraco, número que volta a ser ampliado nesta terça-feira.

"Preferimos ser mais vigilantes, pois é melhor termos os soldados já convocados", afirmou. Segundo ele, ainda há outros mil soldados disponíveis para contingências. O país montou a maior operação de segurança em tempos de paz para servir os Jogos.

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