Movimento paralímpico seguirá sem Pistorius, diz IPC

No dia em que Oscar Pistorius apresentou pela primeira vez a sua defesa contra uma acusação de premeditar o assassinato da sua namorada, o presidente do Comitê Paralímpico Internacional (IPC, na sigla em inglês) tentou apresentar um discurso tranquilizador em relação ao esporte paralímpico e garantiu que ele terá um futuro forte, mesmo sem a sua principal estrela.

AE-AP, Agência Estado

19 de fevereiro de 2013 | 13h24

Philip Craven, presidente do IPC, disse que está em estado de "choque e descrença" desde que Pistorius foi acusado de premeditar o assassinato de Reeva Steenkamp na semana passada. O sul-africano está preso e cancelou todas as suas futuras competições.

Pistorius foi fundamental para o crescimento do interesse no esporte paralímpico e se tornou o primeiro atleta biamputado a competir nos Jogos Olímpicos. Para Craven, porém, o incidente não atingirá o a imagem do esporte paralímpico.

"Nós temos tantas estrelas que estão surgindo que isso não será um problema", disse Craven. "O que aconteceu em Londres é um momento na história que ainda continua nos

corações e mentes das pessoas".

Em uma carta aos membros do IPC nesta terça-feira, Craven reconheceu como "dia difícil e traumático" o incidente com Pistorius, mas também lembrou que os Jogos Paralímpicos de Londres apresentaram uma série de grandes atletas. Ele citou nominalmente o brasileiro Alan Fonteles, que inclusive venceu o sul-africano na prova dos 200 metros, e o velocista britânico Jonnie Peacock. "É sobre esses ombros que o movimento paralímpico estará movendo-se para a frente", disse.

Craven disse que recebeu a notícia do suposto envolvimento de Pistorius no assassinato de sua namorada com "choque e descrença". "Eu não podia acreditar no que estava ouvindo devido a esta diferença total entre Oscar, a pessoa que eu conhecia. Eu não vou dizer muito bem, mas eu tinha interagido com ele em muitas ocasiões, em entrevistas coletivas e o vi competir, e agora ouço na imprensa o que aconteceu".

O presidente do IPC disse que não entrou em contato com Pistorius e a sua família após a morte de Steenkamp na semana passada. Ele, porém, prestou suas condolências aos familiares da modelo, que teve seu corpo cremado nesta terça-feira na cidade de Port Elizabeth.

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