MP injeta verba em portos e aeroportos

Cidades e Estados que vão receber jogos da Copa poderão exceder limites de endividamento

João Domingos e Rafael Moraes Moura, O Estado de S.Paulo

20 de julho de 2010 | 00h00

BRASÍLIA

Ao assinar Medida Provisória que autorizou as 12 cidades-sede e os Estados envolvidos com a Copa da Fifa 2014 a aumentar o limite de endividamento, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reconheceu que o governo federal gastou muito mais do que o previsto nas obras para o Pan-Americano de 2007.

"Nossa previsão era de gastar entre R$ 400 milhões a R$ 600 milhões, mas acabamos chegando aos R$ 2 bilhões", disse. Para ele, faltou entrosamento entre a União, o Estado e o município do Rio.

Para a Copa de 2014, Lula disse que o papel de cada um está bem definido. "Caberá aos Estados e aos municípios reformar e construir os estádios", disse ele. "E cada centavo que for gasto será posto no Portal da Transparência, para que os cidadãos saibam como está o andamento das obras e o que está sendo gasto".

Na cerimônia de ontem também foi anunciado que, até 2014, o Ministério da Defesa poderá investir até R$ 5,5 bilhões em aeroportos de 13 importantes cidades brasileiras: Belo Horizonte, Brasília, Cuiabá, Campinas, Curitiba, Fortaleza, Manaus, Natal, Porto Alegre, Recife, Rio, Salvador e São Paulo.

O governo federal também investirá R$ 740 milhões nos portos de Curitiba, Fortaleza, Manaus, Natal, Recife, Rio e Santos. O novo limite de endividamento - só para locais com jogos da Copa - foi feito sem mexer na Lei de Responsabilidade Fiscal. /

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