Mudanças demais

Jadson estreou contra o Corinthians como meia central, com Lucas pela direita e Cícero pela esquerda. Mudou no decorrer do jogo e, contra o Paulista, Cícero armou por dentro, com Jadson na esquerda. No fundo, tanto faz. Cícero jogou bem contra o Paulista, especialmente o primeiro tempo, em que meteu a bola do segundo gol. Antes desses dois jogos, o empate com o Comercial teve um terceiro sistema diferente, com Maicon pela direita e um losango de meio de campo. Muda muito!

Paulo Vinícius Coelho, O Estado de S.Paulo

20 de fevereiro de 2012 | 03h04

Leão tem por base um 4-2-3-1, sistema com que organizou o Santos campeão brasileiro de 2002. Naquela época, Elano marcava pela direita, Robinho atacava pela esquerda. Todo mundo entendeu, porque foi assim do início ao fim.

Não é simples montar um time com tantos reforços - bons reforços, apesar da ausência de um bom lateral-direito. Por isso mesmo, é preciso definir rápido o papel de cada um. Lucas já foi ponta-direita, num 4-2-3-1. Também já foi atacante num 4-3-1-2. Talvez por mudar de papel com frequência, não entenda quando tem de marcar o lateral-esquerdo. Contra o Corinthians, foi uma parte do problema - a outra foi Casemiro não entender que ele precisava assumir a marcação.

Até agora, no Paulistão, ninguém jogou futebol tão bonito quanto o São Paulo em raros e bons momentos. O primeiro tempo contra o Paulista foi irrepreensível. Jogo pelos dois lados, avanço dos laterais, segurança defensiva, um time insinuante. Para tornar o São Paulo regular, a melhor providência de Leão pode ser repetir mais vezes a equipe e o sistema. Nesse caso, é provável que o time chegue favorito à fase dos mata-matas.

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