Mulheres prometem bom "pega" na SS

A equatoriana Martha Tenório, bicampeã da São Silvestre, veio confiante. Disse que "vai estar no pódio" - esta pode ser a despedida da fundista, de 34 anos, que planeja ter filhos, e sua sétima corrida em São Paulo. A russa Olga Romanova, campeã européia dos 10 mil metros, e mesmo a estrela queniana, Margaret Okayo, ganhadora e recordista da Maratona da Nova York, em novembro, nunca correram 15 quilômetros. Mas afirmam que estão preparadas para tentar subir no pódio. Da brasileira, a ex-cortadora de cana, Maria Zeferina Rodrigues Baldaia, de Sertãozinho - que pintou a bandeira do Brasil em cada unha das mãos -, vem a melhor definição para a prova feminina. "Vai ser um bom pega." Zeferina, de 29 anos, 1,58 m e 45 quilos, forma juntamente com as brasileiras Márcia Narloch, Cleuza Maria Irineu, Selma dos Reis, Adriana de Souza e Marizete Rezende, o grupo que pode brigar com as estrangeiras. Zeferina, que teve o patrocínio da Santa Elisa, usina de Sertãozinho, onde mora, reforçado pela Mizuno, graças aos seus resultados (este ano foi 2.ª na Maratona de São Paulo e venceu a Gonzaguinha, também de 15 Km) treina desde agosto para a São Silvestre. Corre entre os canaviais de Sertãozinho, em solo de terra, "ouvindo o vento e as pessoas que trabalham na área rural gritando seu nome", um incentivo, como o que recebe do público nas ruas de São Paulo. "É bom ver o povo chamando o nome dos atletas, empurrando." Quer seguir com o pelotão da frente, mas acha que o pódio está ?aberto?. "Pode ser um ano bom para o Brasil."

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