Multidão indo às ruas no Brasil impressiona uruguaios

'No momento todos estão olhando para o Brasil e eles querem expressar o que está errado', disse Forlán

PAULO FAVERO - Enviado especial, Agência Estado

20 de junho de 2013 | 13h08

SALVADOR - As seleções que estão disputando a Copa das Confederações estão cientes dos protestos que estão ocorrendo nas maiores cidades do Brasil, mas muitas vezes preferem se esquivar da polêmica por não conhecerem os reais motivos que estão levando as pessoas para as ruas. No caso do Uruguai, jogadores e comissão técnica entendem que as vozes não podem ser caladas.

Para o técnico da seleção uruguaia, Óscar Tabárez, a quantidade de pessoas nas ruas chocou o elenco. "Manifestação pública é um direito do povo. Não conheço os motivos reais, mas sei que é uma simples questão estratégica. Vimos com curiosidade, nos impressionou a quantidade de pessoas nas ruas, na porta do nosso hotel tem manifestação, pessoas com cartazes, mas tudo feito de forma muito respeitosa", disse o treinador, citando um pequeno grupo de grevistas que pedem um reajuste maior de salários para o setor hoteleiro da Bahia.

Para o atacante Diego Forlán, um fator que tem ajudado os protestos no Brasil é o fato da realização da Copa das Confederações, que proporcionou uma vitrine maior para as reclamações da população. "Cada um tem seu protesto. No momento todos estão olhando para o Brasil e eles querem expressar o que está errado", argumentou.

Já outros companheiros ainda não sabem os principais motivos que levaram multidões para as ruas. "Sinceramente não tenho conhecimento do que está acontecendo", comentou o goleiro Fernando Muslera. Para o atacante Edinson Cavani, as reclamações também são uma incógnita. "Sinceramente, não vejo televisão no meu tempo livre e, por isso, não estou muito informado dos problemas", reconheceu.

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