Bernardett Szabo/REUTERS -28/7/2011
Bernardett Szabo/REUTERS -28/7/2011

Múltiplos cenários aguardam a F-1 no GP da Bélgica

Quase um mês sem corrida, Mundial volta com novidades técnicas nos carros no circuito preferido dos pilotos

Livio Oricchio, O Estado de S.Paulo

23 de agosto de 2011 | 00h00

SPA - Carros bem diferentes dos que disputaram a última etapa do campeonato, dia 31 de julho na Hungria. A pista é a mais espetacular e longa, 7.004 metros, da Fórmula 1. O clima, instável. Por vezes, asfalto seco, úmido e molhado ao longo da corrida. Mais: grande diferença de desempenho entre os pneus macios e médios distribuídos pela Pirelli, a possibilidade de Bruno Senna disputar a prova e Michael Schumacher celebrando os 20 anos de sua histórica estreia na Fórmula 1. Esse é o cenário do GP da Bélgica, 12.º do calendário, no fim de semana no circuito Spa-Francorchamps.

A Fórmula 1 está de volta depois de quase um mês de o campeonato permanecer paralisado por um acordo entre as equipes, a fim de que parte de seus integrantes aproveitem com as famílias as férias escolares. Outra parte manteve-se bem ativa no trabalho, o que vai justificar todas as modificações nos carros das 12 escuderias. A perspectiva é de que a luta entre Red Bull, McLaren e Ferrari seja ainda mais intensa nas oito etapas restantes do calendário.

A temporada retoma o rumo no traçado preferido da maioria dos pilotos. Sua associação, preocupada com a segurança, solicitou à FIA a proibição do uso do flap móvel na famosa, desafiadora e perigosa curva Eau Rouge nos treinos livres e na classificação. Foi atendida. Havia feito o mesmo no GP de Mônaco, dentro do túnel. Durante as 44 voltas da prova na Bélgica já estava acertado que o flap móvel só poderá ser usado no início da reta, depois de os pilotos percorrerem a Eau Rouge, em sexta ou sétima marcha, a 260 km/h.

A boa novidade quanto aos participantes é a possibilidade de Bruno Senna substituir o alemão Nick Heidfeld, na Renault, não só no treino livre de sexta-feira, mas disputar o GP. Não há nada certo. As negociações prosseguem. Bruno teria de levar um patrocinador, como faz o outro piloto da Renault, Vitaly Petrov.

Depois de 11 etapas, Eric Boullier, chefe do time, e Gerard Lopez, sócio, compreenderam que a contribuição de Heidfeld à equipe não vai muito além do demonstrado, apesar de, curiosamente, ter somado mais pontos do companheiro Petrov, 34 a 32. Em classificações no grid o russo está na frente: 8 a 3. Além das suas limitações, pesa contra o experiente Heidfeld, 34 anos e 183 GPs, o fato de não ajudar no orçamento da escuderia. Petrov tem investimento estatal autorizado diretamente por Vladimir Putin, o primeiro-ministro russo.

Bruno seria uma aposta. Continuar depois, porém, se tudo der certo e competir, não será fácil. O francês Romain Grosjean tem boas chances de tornar-se campeão da GP2 em Spa ou depois, em Monza, e, dependendo do que acontecer com Heidfeld ou Bruno, na corrida, substituir um dos dois como titular da equipe. Boullier já afirmou: "Grosjean está pronto para a Fórmula 1."

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