Mundiais dão motivos para Brasil esquecer fracasso na Copa

Até o fim do ano, várias modalidades olímpicas terão seus Mundiais. Não faltarão motivos para torcer pelas cores do Brasil em 2014

O Estado de S. Paulo

04 de agosto de 2014 | 05h00

O fim da Copa do Mundo do Brasil, em 13 de julho, marcou o início da preparação para o próximo grande evento a ser realizado no País: os Jogos Olímpicos de 2016, no Rio. E, se a seleção de futebol não deu motivos para comemoração, não faltarão oportunidades para torcer pelo Brasil ainda neste ano. Serão mais de 20 Mundiais até dezembro, e eles já começarão a indicar o caminho do que o País pode fazer na Olimpíada que será disputada em casa.

Em 2013, o Brasil fez sua melhor campanha em Mundiais em um ano pós-olímpico. Foram 27 pódios, incluindo o inédito ouro do handebol feminino. Se repetida em 2016, a marca poderá colocar o País no top 10 dos Jogos, segundo projeções do Comitê Olímpico Brasileiro.

Neste ano, algumas modalidades voltam a ter competição - judô e ginástica, por exemplo, têm Mundiais anuais. Mas dois importantes esportes coletivos, vôlei e basquete, têm periodicidade quadrienal. Disputam, portanto, em 2014 o seu principal torneio, depois do olímpico.

Também serão disputados os Mundiais de badminton, boxe, canoagem, ciclismo, hipismo, luta, levantamento de peso, pentatlo moderno, remo, tênis de mesa, tiro esportivo e vela. Chance de ver a repetição de medalhas de atletas ainda pouco conhecidos do grande público, como Yane Marques (atual vice-campeã mundial do pentatlo moderno) e Isaquias Queiroz (bronze na canoagem), ou de multicampeões como Robert Scheidt, da vela.

BASQUETE MASCULINO ESPERA VOLTAR AO PÓDIO

O sonho de voltar a disputar uma edição dos Jogos Olímpicos tornou-se realidade em Londres-2012, com o quinto lugar. Agora, a seleção masculina de basquete espera ter uma boa colocação no Mundial da Espanha, que será disputado entre 30 de agosto e 14 de setembro.

A última medalha brasileira em um Mundial veio em 1978, com o bronze nas Filipinas. Do elenco convocado pelo técnico Rubén Magnano, apenas o veterano ala Marcelinho Machado, de 39 anos, já era nascido quando o País foi ao pódio. Desde então, a melhor campanha foi o quarto lugar em 1986, coincidentemente na Espanha.

Assim como ocorreu em Londres, o Brasil terá força máxima. A expectativa é, claro, dar um passo a mais e entrar na zona de medalhas. Foram convocados os jogadores que atuam na NBA - Tiago Splitter, Nenê, Anderson Varejão e Leandrinho -, além de Marcelinho Huertas, que joga na Espanha. A seleção começou a preparação há apenas duas semanas e já disputou dois amistosos, com vitórias sobre Angola e uma desfalcada Argentina.

No caminho até a Espanha, a equipe brasileira fará mais sete amistosos, com um novo confronto com a Argentina e uma partida contra os Estados Unidos, no dia 16, em Chicago. 

RENOVAÇÃO NO BASQUETE FEMININO SEGUE EM CURSO

A classificação para o Mundial da Turquia, que será disputado de 27 de setembro a 5 de outubro, foi difícil - veio com o terceiro lugar na Copa América do México, no ano passado. Mas, ainda assim, a seleção feminina de basquete conquistou a vaga dentro de quadra, ao contrário do que aconteceu com a masculina, que vai à Espanha por convite.

A campanha em 2013 serviu como trunfo para Luiz Augusto Zanon, que continua com o processo de renovação da equipe, iniciada logo depois dos Jogos de Londres.

A média de idade da seleção deve chegar perto dos 25 anos porque o técnico não abre mão da experiência da armadora Adrianinha, que completará 36 anos em dezembro, e da pivô Erika, de 32 anos.

O maior símbolo desta nova geração do Brasil é Damiris. A ala-pivô tem apenas 21 anos, mas disputa sua primeira temporada na WNBA. Com a seleção, foi líder do time que ganhou o bronze no Mundial sub-19 de 2011, após participar do Mundial adulto de 2010, em que o time, comandado pelo espanhol Carlos Colinas, ficou em nono.

Antes de ir para a Turquia, o Brasil disputará o Sul-Americano do Equador, entre os dias 14 e 18 - os três primeiros vão ao Pan de Toronto, em 2015. Depois, o Brasil fará amistosos de preparação para o Mundial. Zanon é claro em seus objetivos. “Superar a primeira fase será muito positivo.”

GANHAR OURO DE NOVO É OBJETIVO DO VÔLEI MASCULINO

A classificação para o Mundial da Turquia, que será disputado de 27 de setembro a 5 de outubro, foi difícil - veio com o terceiro lugar na Copa América do México, no ano passado. Mas, ainda assim, a seleção feminina de basquete conquistou a vaga dentro de quadra, ao contrário do que aconteceu com a masculina, que vai à Espanha por convite.

A campanha em 2013 serviu como trunfo para Luiz Augusto Zanon, que continua com o processo de renovação da equipe, iniciada logo depois dos Jogos de Londres.

A média de idade da seleção deve chegar perto dos 25 anos porque o técnico não abre mão da experiência da armadora Adrianinha, que completará 36 anos em dezembro, e da pivô Erika, de 32 anos.

O maior símbolo desta nova geração do Brasil é Damiris. A ala-pivô tem apenas 21 anos, mas disputa sua primeira temporada na WNBA. Com a seleção, foi líder do time que ganhou o bronze no Mundial sub-19 de 2011, após participar do Mundial adulto de 2010, em que o time, comandado pelo espanhol Carlos Colinas, ficou em nono.

Antes de ir para a Turquia, o Brasil disputará o Sul-Americano do Equador, entre os dias 14 e 18 - os três primeiros vão ao Pan de Toronto, em 2015. Depois, o Brasil fará amistosos de preparação para o Mundial. Zanon é claro em seus objetivos. “Superar a primeira fase será muito positivo.”

VÔLEI FEMININO BUSCA UM TÍTULO INÉDITO

A seleção feminina tem sido dominante no cenário do vôlei nos últimos anos. Duas vezes campeã olímpica, com o ouro nos Jogos de Pequim-2008 e nos de Londres-2012, a equipe completou uma temporada impecável no ano passado, ganhando todos os torneios que disputou. Mas ainda há um título inédito para um grupo tão vitorioso: o Mundial.

Embora o técnico José Roberto Guimarães diga que trabalha com vistas ao tricampeonato olímpico, em 2016, ganhar o Mundial da Itália, que será realizado entre 23 de setembro e 4 de outubro, colocará a atual geração brasileira como uma das mais vencedoras da história.

O Brasil vem de dois vices, em 2006 e 2010, perdendo para o mesmo adversário, a Rússia. As europeias continuam fortes, mas, como trunfo, o País tem a experiência em quadra de jogadoras que ganharam quase tudo.

GINÁSTICA ARTÍSTICA QUER TER MAIS DO QUE UM CAMPEÃO

Desde a Olimpíada de Londres, a ginástica artística do Brasil ganhou nome e prova: Arthur Zanetti, nas argolas. O ginasta conquistou em 2012 o primeiro título olímpico do País na modalidade e, no ano seguinte, “unificou” os pódios ao se tornar também campeão do mundo.

Entre os dias 3 e 13 de outubro, na China, o Brasil pode mostrar no Mundial que tem outros nomes e que pode conseguir melhores resultados na Olimpíada do Rio, incluindo a inédita classificação por equipes do time masculino. O torneio deste ano é fundamental para essa meta.

O País não abre mão de atletas experientes como Diego e Daniele Hypólito, além de Jade Barbosa, todos medalhistas em Mundiais. E continua a lapidar jovens talentos como Sergio Sasaki e Arthur Nory, do individual geral.

META DO JUDÔ NA RÚSSIA É MANTER A TRADIÇÃO

Presença constante nos pódios dos torneios internacionais, o Brasil levará a Chelyabinsk, na Rússia, uma equipe que mescla juventude e experiência. A competição será disputada entre os dias 25 e 31 de agosto.

A equipe feminina se apresenta com confiança por ter feito melhor campanha no Mundial de 2013, no Rio, do que o time masculino, invertendo uma tendência histórica. Rafaela Silva (57 kg) vai defender o título conquistado no ano passado. Já Erika Miranda (52 kg) e Maria Suelen Altheman (+78 kg) buscam subir um degrau a mais, após a prata ganha na edição anterior.

As experientes Sarah Menezes (48 kg) e Mayra Aguiar (78 kg) são candidatas a brigar por medalhas mais uma vez. Ketleyn Quadros, Mariana Silva, Bárbara Timo, Maria Portela e Rochele Nunes completam a equipe.

No masculino, os veteranos Tiago Camilo (90 kg) e Luciano Corrêa (100 kg) lideram a renovação, que teve início após o desempenho decepcionante no Rio, quando apenas o pesado Rafael Silva subiu no pódio (prata).

Felipe Kitadai, bronze em Londres-2012, e Eric Takabatake representam o País na categoria 60 kg. Charles Chibana, líder do ranking na 66 kg, Alex Pombo (73 kg) e Victor Penalber (81 kg) são grandes esperanças de bons resultados. Além deles, Rafael Silva terá a complicada missão de se manter entre os melhores pesados do mundo.

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