Mundial começa na Bélgica como primeiro contato do ciclo olímpico

Torneio que será disputado até domingo na Antuérpia serve para experiências rumo à classificação para a Olimpíada do Rio, em 2016

Amanda Romanelli, O Estado de S. Paulo

30 de setembro de 2013 | 07h30

SÃO PAULO - O primeiro Mundial de um ciclo olímpico é sempre cercado de mistérios. Sem muitos parâmetros, técnicos e atletas não sabem exatamente o que vão encontrar, quais serão os adversários, o que os árbitros estão em busca. É tateando no escuro que dois brasileiros estreiam nesta segunda-feira no torneio da Antuérpia (Bélgica), que será disputado até domingo - o estreante Arthur Nory Mariano e Sérgio Sasaki, 10º na Olimpíada de Londres-12, disputam as qualificatórias do individual geral. "Quando se inicia um novo ciclo, existem modificações no código de pontuação, mudanças nas equipes em relação ao ciclo anterior", explica o técnico Cristiano Albino, da equipe masculina. "É um ano de experiência, de visualizações, de expectativas, quando vemos qual a tendência que a ginástica vai tomar. As coisas começam agora."

O Brasil, por exemplo, começará a tentar construir um caminho para a consolidação da equipe masculina, que busca sua primeira classificação para uma Olimpíada, e um processo de renovação para as mulheres. "Nesse Mundial, a gente ainda não sabe muito bem o que acontece. No ano que vem, que haverá competição por equipes, é que vamos ver quem pode ficar (até a Olimpíada)", admite a coordenadora da seleção feminina, Georgette Vidor.

 

Como os ginastas só podem participar de competições adultas com 16 anos completos, novos atletas podem surgir até às vésperas da competição olímpica. O Brasil, por exemplo, deverá ter muitas modificações na equipe feminina nos próximos dois anos. No Mundial de 2014, em Nanning (China), as juvenis Mariana Oliveira e Lorrane Oliveira devem estrear. No ano seguinte, em Glasgow, terão idade para competir as principais estrelas dessa geração: Rebecca Andrade e Flávia Saraiva. O ciclo olímpico é definido em dois mundiais. No torneio de 2014, já haverá a disputa por equipes - ao contrário do Mundial da Bélgica, em que só haverá a disputa por aparelhos, ou seja, das provas individuais. No Mundial do ano que vem, seguem na briga para levar um time completo à Olimpíada do Rio as 24 melhores equipes. Uma vez classificadas, essas seleções vão brigar pelas vagas nominais no Mundial de 2015 - serão as oito melhores equipes e os oito finalistas de cada aparelho. As vagas restantes serão completadas no evento-teste, a ser disputado no Rio, já no ano olímpico.

O Brasil terá oito atletas no Mundial da Bélgica. A equipe feminina, em processo de renovação, contará apenas com Daniele Hypolito, na trave e nas paralelas, e a estreante Letícia Costa no individual geral. O time masculino, completo, terá além de Nory e Sérgio Sasaki, o campeão olímpico das argolas, Arthur Zanetti, Diego Hypolito (solo e salto), Francisco Barreto (barra fixa e paralelas) e Péricles Silva (cavalo com alças).

PROGRAMAÇÃO (HORÁRIO DE BRASÍLIA)

Segunda-feira: qualificatórias do individual geral masculino (5h às 15h30)

Terça-feira: qualificatórias do individual geral feminino e qualificatórias masculinas por aparelhos (5h às 13h30)

Quarta-feira: qualificatórias femininas por aparelhos (13h30 às 15h30)

Quinta-feira: final do individual geral masculino (17h às 17h30)

Sexta-feira: final do individual geral feminino (15h às 16h45)

Sábado: finais por aparelho - solo masculino, salto masculino, cavalo com alças, assimétricas e argolas (9h30 às 12h)

Domingo: finais por aparelho - salto masculino, trave, paralelas, solo feminino, barra fixa (9h30 às 12h05)

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