Mundial coroa novos astros nos 400m

Sem os favoritos nos 400 metros, o Mundial de Edmonton, no Canadá, abriu espaço para a vitória de dois desconhecidos do grande público: Avard Moncur, das Bahamas, e Amy Mbacke Thiam, do Senegal. O reinado do texano Michael Johnson na distância durou seis anos, até o Mundial de Sevilha, em 1999. Entre as mulheres, com a ausência da australiana campeã olímpica Cathy Freeman e a contusão da inglesa Katharine Merry, os 400 m passou a ser uma prova aberta, permitindo a Amy, de 23 anos, dar ao Senegal o primeiro ouro feminino.Desde 87, em Roma, quando o alemão Thomas Schoenlebe ganhou os 400 m, só os Estados Unidos levaram o ouro na prova de uma volta completa na pista. Antonio Pettigrew ganhou em Tóquio, em 91, para então dar lugar ao reinado de Michael Johnson, que, além da medalha em Sevilha, ainda bateu o recorde mundial, com 43s18.Avard Moncur, de 22 anos, que marcou 44s64 nesta quarta-feira, ganhou destaque este ano após vencer o Meeting de Madri, com 44s45. A maior surpresa, porém, foi Amy, que não havia passado para as semifinais nem em Sevilha nem na Olimpíada de Sydney, em 2000. Sua vitória - em 49s86, recorde nacional - representou também o segundo triunfo do senegalês Lamine Diack, depois de ter sido confirmado presidente da poderosa Federação Internacional de Atletismo.Ilegal - Um outro doping foi divulgado em Edmonton nesta quinta-feira. Desta vez, o da atleta argentina Solange Witteveen, que será suspensa por dois anos por resultado positivo para o estimulante pemolina. Como os outros casos anunciados no Canadá, da brasileira Fabiane dos Santos e da canadense Venolyn Clarke, o exame foi feito fora do Mundial, no dia 19 de maio, no Campeonato Sul-Americano de Manaus.

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