Munir el Hage
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Mundial Júnior de Surfe terá Sophia, irmã de Gabriel Medina, e outros 11 brasileiros

Atletas do País vão em busca do título na categorias até 16 anos e 18 anos em Huntington Beach, nos Estados Unidos

Paulo Favero, O Estado de S.Paulo

26 Outubro 2018 | 19h13

Começa neste sábado em Huntington Beach, nos Estados Unidos, o Mundial Júnior de surfe, com a presença de 362 atletas de 44 países. O evento que já revelou estrelas como Gabriel Medina, Filipe Toledo, Julian Wilson, Tatiana Weston-Webb, Tyler Wright e Stephanie Gilmore, entre outras, contará com a participação de 12 brasileiros, entre homens e mulheres, nas categorias até 16 anos e até 18 anos.

Sophia Medina, irmã do campeão mundial de surfe de 2014, vai competir no evento, apesar de ter apenas 13 anos. "Fico muito orgulhoso de ver mais um filho disputando o Mundial Júnior. O primeiro que o Gabriel disputou foi na França. Ele era um menino, tinha 14 anos e disputou na categoria Sub-16, com meninos dois anos mais velhos e acabou tendo uma boa participação, perdendo nas oitavas de final", relembra Charles Saldanha.

 

Depois de acompanhar Gabriel na etapa de Portugal do Circuito Mundial de Surfe, que deixou o brasileiro mais perto do bicampeonato, Charles foi para a Califórnia para estar perto de Sophia. "Ela hoje está em uma situação parecida a do Gabriel. Com apenas 13 anos, vai enfrentar meninas três anos mais velhas. A Sophia vem para fazer um bom campeonato e tentar ir o mais longe possível, pois aqui estão as melhores do mundo. Vamos pra cima", diz.

Apesar do enorme talento e ser considerada uma promessa da modalidade, Sophia sabe que as chances são menores porque nessa fase da vida do adolescente, cada ano a mais faz muita diferença. E são 154 atletas nas duas categorias femininas, mostrando que a concorrência será bem grande. Além dela, representam o Brasil Tainá Hinckel e Maju Freitas, na categoria 16 anos, e Julia Duarte, Isabela Saldanha e Anne dos Santos, entre as meninas de 18 anos.

Julia e Sophia são atletas do Instituto Gabriel Medina, projeto social criado pelo campeão mundial e sua família para treinar talentos do surfe em alto nível. Em pouco tempo, o IGM já vem dando frutos. "Sempre penso positivo. Colocamos metas que poderemos alcançar e hoje fico feliz que o trabalho feito no IGM foi satisfatório. Mas não estamos na zona de conforto, sabemos que poderemos ir mais longe e temos de seguir passo a passo", conta Charles.

 

No masculino, Léo Barcelos e Daniel Adisaka são representantes do IGM na categoria até 18 anos. Leonardo Berbet também disputará entre os rapazes mais velhos enquanto na categoria até 16 anos o Brasil terá três atletas: Mateus Sena, Luiz Mendes e Heitor Monteiro Mueller. Na torcida e pronto para ajudar, Charles quer dar seu apoio à filha e aos jovens do IGM.

"Estou aqui como pai e orientador da Sophia e torcedor dos outros atletas do IGM. A equipe brasileira tem um técnico que vai orienta-lós, mas para ajudar a Sophia ainda trouxemos o meu amigo e técnico Gilmar Moura, que sempre cuida e orienta ela na minha ausência. A Simone (mãe dela) também está aqui. Viemos com a mesma estrutura que o Gabriel recebe, mas sem pressão, pois sabemos que a Sophia é jovem e tem muito a evoluir. Como gosto de dizer, temos muito trabalho para chegar lá", avisa.

 

 

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