Muricy cobra a torcida: ''Só 15 mil? É pouco''

Sob intensa pressão para levar o time às oitavas-de-final da Taça Libertadores, o técnico Muricy Ramalho cobrou mais apoio da torcida. Ao saber que 15 mil ingressos haviam sido vendidos até o fim da tarde de ontem, Muricy mostrou decepção. ''É pouco. A torcida tem de nos ajudar'', pediu. ''É o jogo que pode nos levar ao título, temos de pensar nisso.''Muricy voltou a dizer que não pretende deixar o comando. ''Tenho contrato por mais dois anos e é ruim de eu quebrar contrato'', respondeu, quando questionado sobre o interesse da Federação Mexicana na sua contratação. ''Isso é coisa dos meus amigos mexicanos, que querem me levar para lá.''GÁSNa primeira entrevista após a derrota para o Palmeiras, Muricy não escondeu a irritação com o episódio do gás no vestiário do São Paulo. ''Isso é muito grave, perigosíssimo'', afirmou. ''Eu fui o que mais sofri, e olha que tenho saúde boa.'' Muricy contou o que sentiu quando esteve em contato com o gás. ''Meus olhos ardiam, não conseguia respirar e sentia ânsia de vômito. Foi horrível.''O técnico não perdoou o colega palmeirense Vanderlei Luxemburgo, pelas insinuações de que o gás teria sido jogado por alguém do próprio São Paulo. ''Ele foi muito mal ao dizer isso, porque ele não pode acusar sem provas.''JUVENAL REELEITOO presidente Juvenal Juvêncio foi reeleito para mais três anos de mandato. O atual mandatário recebeu 147 votos contra 64 do oposicionista Aurélio Miguel. Dos 239 conselheiros aptos a votar, 213 compareceram - houve dois votos nulos. E até no discurso da vitória, Juvêncio fez questão de cutucar o rival Palmeiras. ''O processo (eleitoral) foi muito correto. O São Paulo é um clube grande. Você jamais verão gás de pimenta aqui.''

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.