Muricy deixa Marcos Assunção na reserva

Fora de forma, o volante será substituído por Renê Júnior esta noite contra o XV na Vila Belmiro

SANCHES FILHO / SANTOS , ESPECIAL PARA O ESTADO, O Estado de S.Paulo

24 de fevereiro de 2013 | 02h05

Em busca da vitória que não consegue há três rodadas, Muricy Ramalho resolveu mexer no Santos para a partida de hoje à noite contra o XV de Piracicaba na Vila Belmiro. Ele abriu mão da experiência e da eficiência nas bolas paradas de Marcos Assunção - que ainda não está em forma - e recolocou no time Renê Júnior para jogar de primeiro volante.

Com essa mudança, a missão de alimentar os homens de frente (André e Giva, destaque do time campeão da Copa São Paulo de Futebol Júnior) ficará a cargo de Arouca, Cícero e Montillo - que dos três será o mais avançado. O argentino disputará seu oitavo jogo pelo Santos, e ainda persegue o primeiro gol.

"Sou exigente demais com o meu futebol e tenho consciência de que estou devendo, mas estou me dedicando nos treinos para melhorar", disse Montillo.

Giva fará a função do suspenso Neymar, procurando as jogadas em velocidade pelos lados do campo, e André servirá de referência dentro da área. A dupla funcionou bem nos treinamentos da semana.

O quadro de momento do Santos está longe de ser satisfatório ou pelo menos aceitável. Com a conquista de apenas um ponto nos últimos três jogos, oito gols sofridos e quatro marcados, o time despencou da liderança e precisa reagir para não colocar em risco a classificação entre os quatro primeiros para ter vantagem nas fases decisivas.

A soma de 14 pontos em 24 disputados é pouco para um time que tem Neymar (ficou fora apenas do jogo contra o Linense), uma das comissões técnicas mais caras do futebol brasileiro e investiu alto na contratação de reforços, principalmente na de Montillo. Além disso, o Santos é único dos grandes que pode se concentrar inteiramente no Campeonato Paulista porque não disputa a Libertadores.

A justificativa de Muricy para o fraco desempenho santista era, até duas rodadas atrás, a falta de tempo para preparar física e tecnicamente os jogadores recentemente contratados, especialmente Montillo e Marcos Assunção (chegou com um problema no joelho direito), mas as duas últimas semanas foram livres, sem jogos às quartas-feiras, e o time piorou.

Na derrota contra o Paulista, a desculpa dele foi a chuva que alagou o campo e prejudicou o toque de bola da equipe. A queda diante da Ponte teve outra explicação: a expulsão de Neymar, junto com Artur, da Ponte. "Ficamos sem o nosso jogador de velocidade no segundo tempo."

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