Muricy fecha com o Palmeiras por R$ 450 mil/mês

Técnico reduz bem o valor da proposta inicial e assume na 2.ª-feira. Jorginho tem salário dobrado e será auxiliar

Daniel Akstein Batista e Eduardo Maluf, O Estadao de S.Paulo

22 de julho de 2009 | 00h00

Muricy Ramalho foi anunciado ontem como novo técnico do Palmeiras, pouco menos de duas semanas depois de clube e treinador terem encerrado as negociações. O acordo, fechado à noite, apresentou valores bem inferiores aos que o ex-são-paulino havia pedido nas conversas anteriores. Receberá cerca de R$ 450 mil mensais, com contrato vigente até dezembro de 2010.Muricy chegará ao Palestra Itália acompanhado do auxiliar Tata, que terá salário de R$ 40 mil mensais. Jorginho, o treinador interino, deixará de trabalhar no Palmeiras B para assumir a função de assistente, ao lado de Tata, com aumento de 100%. Seus vencimentos passarão de R$ 20 mil a R$ 40 mil. Ele se mostrou conformado com o fato de não ter sido efetivado no comando do time principal, apesar do ótimo retrospecto. Hoje dirige o time diante do Goiás, em Goiânia, e no domingo estará à frente contra o Corinthians, em Presidente Prudente. Muricy, que está fora de São Paulo, será apresentado na sexta-feira e só assume oficialmente na segunda. No fim de semana verá das tribunas o clássico."As negociações seguiram as regras financeiras do Palmeiras", disse o presidente palmeirense, Luiz Gonzaga Belluzzo. E realmente o clube não aumentou um centavo em relação ao que havia oferecido no início do mês. Na ocasião, o treinador pediu R$ 600 mil/mês e luvas de R$ 1 milhão. Além de ganhar R$ 150 mil a menos, não terá luvas.Na primeira conversa, em que o desfecho ocorreu na noite de 9 de julho, sem um acerto, Muricy pediu quantia bem acima da realidade do mercado, "justamente para que não houvesse um final feliz", de acordo com uma fonte ligada à diretoria palmeirense. O treinador considerava muito recente a saída do São Paulo e queria um tempo para descansar e analisar o mercado. Se o Palmeiras aceitasse seu pedido, largaria as férias por uma grande recompensa financeira. Mas, de acordo com pessoas do Palmeiras, o próprio técnico sabia que Belluzzo lhe diria "não". Na primeira vez, Muricy nem chegou a conversar com os dirigentes. A negociação toda ficou por conta de seu empresário, Márcio Rivellino. Agora foi diferente. O próprio treinador falou diretamente com Belluzzo. O diálogo foi retomado no fim de semana e teve desfecho no início da noite de ontem. "Conversamos no domingo (pessoalmente) e acertamos os detalhes hoje (ontem, por telefone)", confirmou Belluzzo ao Estado.Além de contratar um técnico top no momento, o Palmeiras reduz a folha de pagamento da comissão técnica. A equipe de Luxemburgo custava R$ 560 mil. E Muricy também conseguiu o que queria. Chega a um clube que está no topo da tabela, depois de um mês de férias, em que descansou em sua casa em Ibiúna, interior de São Paulo, e no apartamento do Guarujá. "Ele fez muito churrasco, ficou de bermuda e chinelo e viu futebol na televisão", contou sua mulher, dona Roseli. COLABOROU AMANDA ROMANELLI

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.