Muricy não aceita uma nova derrota

Técnico são-paulino acha duelo com Boca mais importante que o título

Giuliano Villa Nova, O Estadao de S.Paulo

26 de setembro de 2007 | 00h00

As cores do Boca Juniors são bem diferentes das de Palmeiras, Corinthians e Santos. Mas quando o São Paulo entrar em campo, às 21h45, no Morumbi, para o duelo pelas oitavas-de-final da Copa Sul-Americana, será como se estivesse enfrentando um de seus arqui-rivais. ''''Esse jogo vale muito para nós, é como se fosse um clássico regional'''', afirmou o técnico Muricy Ramalho. ''''É uma partida mais importante até do que o próprio campeonato, porque, a exemplo do São Paulo, o Boca é um dos melhores times da América do Sul'''', comentou Muricy.  Acompanhe online a partida desta noite, a partir das 21h45 De fato, a preparação do São Paulo para o confronto com os argentinos foi bem semelhante a um duelo estadual: o time fez um treino fechado para a imprensa, ontem à tarde, e o treinador faz mistério para divulgar a escalação. Quando questionado sobre a formação do ataque, Muricy foi direto. ''''É um problema meu. São detalhes que determinam quem vou escalar'''', observou, a respeito da disputa entre Aloísio, que tem mais chances de ser titular, e Borges.Também se nota que o elenco está mais concentrado do que se fosse um jogo normal - principalmente pela obrigação de ter de reverter a derrota por 2 a 1, sofrida na semana passada, em Buenos Aires. Após o treinamento recreativo, a equipe treinou pênaltis. ''''Não podemos ser derrotados por esse time duas vezes'''', afirmou Muricy Ramalho. ''''Não gosto de perder, muito menos para argentinos'''', disse o treinador, que já caiu quatro vezes diante do Boca Juniors em torneios sul-americanos: em 2004, na Libertadores, nos pênaltis, quando comandava o São Caetano, e na Copa Sul-Americana, quando treinava o Internacional; em 2005, quando dirigia o time gaúcho, novamente na Sul-Americana; e no ano passado, quando os argentinos ganharam a final da Recopa Sul-Americana em pleno Morumbi.REFORÇOSO que deixa o treinador são-paulino mais tranqüilo para o duelo contra o Boca é o fato de contar com força máxima. O zagueiro Breno, que estava suspenso contra o Figueirense, pelo Brasileiro, volta ao time. E o lateral-direito Souza se recuperou de torção no tornozelo esquerdo, treinou normalmente ontem e tem grandes chances de atuar.''''Se passarmos pelo Boca Juniors, estaremos mais perto de nos tornarmos o melhor time da América do Sul'''', opinou o meia Jorge Wagner. ''''A vitória contra um adversário como esse dá mais moral para o Campeonato Brasileiro, pois os outros times vão ter ainda mais respeito'''', disse.Os são-paulinos não esperam grandes surpresas táticas por parte do rival. ''''O Boca tem uma maneira bem definida de jogar: vai vir fechado e apostar no toque de bola para controlar o jogo'''', comentou Jorge Wagner. ''''E precisamos ter muita atenção com as jogadas aéreas para o Palermo'''', alertou o jogador.Se passar pelo Boca, o São Paulo enfrentará, nas quartas-de-final da Sul-Americana, o ganhador do duelo entre Millionários, da Colômbia, e Colo-Colo, do Chile. ''''Aí, veremos que prioridade a Sul-Americana terá para nós, pois as viagens podem ser muito longas e ainda mais desgastantes'''', disse Muricy. Prova de que, para os são-paulinos, um jogo pode valer mais do que um campeonato.

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