Muricy não acredita em ''cena'' de seu ex-clube

Conhecedor profundo dos corredores do Morumbi, Muricy Ramalho ainda mantém fortes laços com alguns jogadores do São Paulo, adversário de hoje, na Arena Barueri. O atual técnico do Fluminense guarda intimidade com aqueles que o ajudaram a conquistar o tricampeonato nacional (2006/07/08) pelo clube paulista, em especial com o goleiro Rogério Ceni, de quem é amigo. Não interpele Muricy, portanto, sobre a possibilidade de esses atletas entrarem em campo apenas para fazer cena contra o Tricolor carioca, com o intuito de prejudicar o rival Corinthians na luta pelo título.

Leonardo Maia, O Estado de S.Paulo

21 de novembro de 2010 | 00h00

"Sempre perguntam sobre isso nesta época do ano e ninguém nunca prova nada. Isso me irrita porque coloca em dúvida a integridade das pessoas", rebateu o técnico. "Há coisas ruins no futebol, mas prefiro acreditar nas pessoas."

Nem mesmo o fato de que o São Paulo entrará em campo com remotas chances de classificação para a Libertadores e com muitos desfalques convence Muricy de que sua equipe terá vida fácil na tentativa de retomar a liderança do Brasileiro.

"O São Paulo é o melhor plantel do Brasil, ao lado do Internacional. Um grupo montado ao longo de cinco, seis anos. Nestes últimos dois anos sentiu um pouco as mudanças, mas está sempre chegando. Certamente os desfalques fazem falta, mas eles têm uma garotada muito boa. Vai ser um jogo muito difícil."

Ciente de que sua equipe soma apenas duas vitórias nos últimos nove jogos, Muricy vai promover algumas mudanças. Com Emerson mais uma vez de fora com dores no tornozelo esquerdo, Muricy optou pela experiência de Washington em vez da juventude de Tartá, mesmo com o centroavante envolto em um jejum de 13 rodadas sem marcar.

"Eu nunca desisto do jogador. As críticas são naturais. Mas o treinador não pode desistir nunca de seu jogador. Tenho que olhar o currículo do Washington e ter a confiança de que ele vai reencontrar os gols. Ainda confio de que ele e o Fred vão nos ajudar muito nesta reta final."

Diguinho volta ao time no meio-campo e Deco deve ir para o banco. Com isso, a equipe fica com uma formação cautelosa com três volantes, com o colombiano Valencia podendo ser utilizado também como terceiro zagueiro para liberar os avanços dos laterais Carlinhos e Mariano. A entrada de Deco deve ficar para o segundo tempo.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.