Muricy nega atrito com Léo e vê 'relação perfeita'

O técnico Muricy Ramalho negou nesta terça-feira, um dia antes da estreia do Santos no Mundial de Clubes da Fifa, que tenha entrado em atrito com o lateral-esquerdo Léo. O jogador não esconde o seu descontentamento por não estar sendo usado como titular da sua posição, que vem sendo ocupada pelo zagueiro Durval, improvisado no setor.

AE, Agência Estado

13 de dezembro de 2011 | 11h38

O comandante desconversou ao ser questionado sobre uma possível briga que teve com Léo após o empate por 1 a 1 com o Bahia, na Vila Belmiro, pela penúltima rodada do Campeonato Brasileiro, mas lembrou que precisa ser respeitado como técnico da equipe. "Nem me lembro do que aconteceu no jogo contra o Bahia. Não me lembro. Respeito demais jogador, só determino as coisas e assim tem que ser", avisou o comandante, antes de lembrar que não costuma ceder a pressões exercidas por atletas dos times que comanda.

"Discutir com o jogador é difícil, pois não dou essa chance ao jogador. Respeito muito o Léo, ele saiu do time porque teve uma contusão um pouco séria, e continua com dificuldade com a contusão, pois não tem treinado, mas o meu relacionamento com ele é perfeito, muito tranquilo. É um profissional correto, renovou contrato e, se eu tivesse problema com ele e não me interessasse, não teria renovado", enfatizou.

Léo, que firmou novo compromisso para atuar no Santos até o final de 201, lesionou o joelho direito após sofrer uma pancada durante uma atividade no último sábado e acabou ficando fora do treino realizado nesta segunda-feira no Japão. E realmente deverá estar entre os reservas no duelo desta quarta, contra o Kashiwa Reysol, pela semifinal do Mundial.

IRRITAÇÃO - Outro momento delicado na entrevista coletiva desta terça-feira se deu quando o zagueiro Edu Dracena foi questionado sobre o que achava de o técnico Guardiola ter liberado a presença das mulheres e filhos dos jogadores no hotel em que o Barcelona está concentrado no Japão, diferentemente do que acontece com o Santos. Muricy pediu a palavra para também responder a pergunta sobre o assunto e mostrou um pouco de irritação ao comentá-lo. O destempero de Muricy, em parte, ocorreu pelo fato de que ele acabou sendo criticado por liberar passeios dos atletas do Santos em Nagoya e ter chegado a cancelar um treino no domingo, quando os jogadores foram assistir a um espetáculo do Cirque Du Soleil.

"É bonito nos outros. Quando acontece com a gente, se ganhar é beleza. Senão vocês (jornalistas) vão arrebentar o cara que faz isso, as mulheres deles, todo mundo. Pelo resultado vocês vão dar a opinião. É assim que acontece", afirmou o técnico.

Já Edu Dracena adotou tom mais ameno ao comentar os diferentes tipos de concentração adotados por Muricy e Guardiola. "Eu acho isso que já é uma cultura do europeu, que já estão acostumados a esse tipo de situação. Levam não só as esposas como os filhos. Isso deixa o jogador mais relaxado, mais tranquilo. No Brasil é até mais difícil uma situação dessa. É uma coisa cultural", completou.

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