Paulo Whitaker/Reuters
Paulo Whitaker/Reuters

Muricy Ramalho também se consagra no mata-mata

Vitória no clássico em duelo de ida e volta dá confiança à torcida para as decisões na Copa Libertadores da América

BRUNO DEIRO, FÁBIO HECICO e SANCHES FILHO, O Estado de S.Paulo

16 de maio de 2011 | 00h00

SANTOS - O título paulista encerrou uma sina que perseguia Muricy Ramalho desde a passagem bem-sucedida pelo São Paulo. Tricampeão nacional pelo clube do Morumbi, o treinador amargou 7 eliminações consecutivas em torneios mata-mata desde 2005. Com o fim do tabu, Muricy ganha ainda mais a confiança da torcida santista para buscar o título da Copa Libertadores.

O treinador, no entanto, garantiu que a fama de ter dificuldades em mata-mata não o incomodava e tratou de minimizar o fim do jejum. "Falam isso porque eu nunca ganhei a Libertadores. Não sou técnico de mata-mata ou de pontos corridos, sou técnico de futebol", disse ele.

Mesmo com a perspectiva de avançar também na Libertadores na quarta, contra o Once Caldas, o técnico valorizou a conquista do bicampeonato estadual. "Todo título é importante, e o campeonato estadual mais difícil do País é o Paulista", diz.

Este foi o sexto título estadual conquistado por Muricy, que já havia vencido duas vezes o Pernambucano pelo Náutico, duas vezes o Gaúcho pelo Internacional, e o próprio paulista, pelo São Caetano, em 2004.

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Mudança de estilo. A principal contribuição de Muricy Ramalho nos 36 dias em que comandou o Santos até o título foi o pragmatismo. Numa equipe festejada pelo futebol ofensivo e de muitos gols, o treinador tratou de reforçar a defesa, setor mais criticado nas duas últimas temporadas. Com menos ímpeto ofensivo, o Santos, de Muricy, segundo o próprio, ficou mais "responsável" com e sem a bola nos pés. Na cobertura da contestada zaga formada por Durval e Edu Dracena, ele apostou em Arouca e não se arrependeu. Até o jogo deste domingo, o time havia ficado sete partidas sem sofrer gols. Com Muricy no comando, a equipe da Vila ainda não foi derrotada em 11 partidas.

"Colaborei principalmente na parte de disciplina e dando confiança aos meus atletas. Se a pessoa não é correta, não dá para caminhar comigo, quando chego, deixo claro isso para os jogadores" disse o treinador, que já projetou problemas que o time vai sofrer em breve. "Vamos perder jogadores agora e temos de pensar lá na frente", diz ele.

Muricy se refere às saídas de Zé Eduardo, negociado com o Genoa, da Itália, e de Maikon Leite, que vai defender o Palmeiras no segundo semestre.

Crédito. Após a conquista, Muricy Ramalho fez questão de lembrar que pegou a equipe apenas na reta final do Paulista. "Estou indo bem. Mas peguei o time no final e o clube teve dois bons treinadores. Temos de lembrar o trabalho do Adilson Batista e do Marcelo Martelotti, que deram uma cara a este time", disse o técnico. "O trabalho dos dois no início do ano foi muito importante para esta conquista."

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