Muros pichados por Maikon Leite

Vice-artilheiro do time no Paulista e destaque no último jogo da Libertadores, atacante já foi negociado, o que revolta a torcida

Sanches Filho, O Estado de S.Paulo

19 de abril de 2011 | 00h00

ESPECIAL PARA O ESTADO / SANTOS

A pouco mais de dois meses de se apresentar ao Palmeiras como principal reforço de Luís Felipe Scolari para o Campeonato Brasileiro, Maikon Leite é a alternativa óbvia de Muricy Ramalho se o ataque com Neymar e Zé Eduardo não funcionar na decisão contra o Cerro Porteño, amanhã à noite, no Pacaembu, e diante da Ponte Preta, pelas oitavas do Paulistão, sábado, na Vila Belmiro.

Depois de duas grandes atuações, contra os paraguaios, em Assunção, e o Paulista, na Vila, Maikon avisa que não tem receio de sofrer nova contusão grave e promete não aliviar nem mesmo se o adversário na final paulista for o seu futuro clube.

"Até acabar meu contrato, tenho dois campeonatos a disputar e quero ser campeão dos dois. O que passa pela minha cabeça é o respeito ao torcedor. Enquanto eu estiver jogando aqui, vou honrar a camisa. Se tiver uma final contra o Palmeiras, vou procurar jogar bem e provar que mereço estar na equipe. Não vou tirar o pé", afirmou.

Se dependesse da vontade do torcedor, Maikon não teria saído do time nem quando Neymar retornou campeão da Seleção Brasileira Sub 20.

Naquele momento ele fazia gols em todos os jogos e disputava a artilharia com Elano. A teimosia do ex-técnico Adilson Batista em deixá-lo no banco custou-lhe o emprego. Os números também estão ao lado do velocista: em 14 jogos pelo Campeonato Paulista, marcou sete gols, enquanto Neymar, em sete partidas, fez apenas dois. E, em três jogos da Libertadores, Maikon marcou um gol, contra o Cerro. Mas foi importante porque manteve o time vivo na competição.

Ontem, os muros do CT amanheceram pichados, com frases chamando a diretoria de incompetente por ter permitido a contratação de Maikon Leite pelo Palmeiras. Para o jogador, demonstrou alegria pelo reconhecimento, mas fez uma restrição. "Pichar os muros não é legal,"

Embora respeite os companheiros, Maikon Leite acha que merece jogar e que seria continuar no time para aprimorar o seu futebol. "Preciso melhorar nas finalizações, embora eu não seja artilheiro. Sou jogador de velocidade, só que as oportunidades estão surgindo eu procuro aproveitá-las", disse. Em tom de brincadeira, reclamou de Keirrison. "Ele roubou o meu gol, sem-vergonha!", referindo-se ao primeiro do Santos nos 3 a 0 sobre o Paulista, domingo, na Vila Belmiro.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.