Byron Prujansky|Divulgação
Byron Prujansky|Divulgação

Museu do Amanhã terá 'melhor visão' da Olimpíada com 8k

Transmissão é parceria da Globo com emissora japonesa NHK

Gustavo Zucchi - ESPECIAL PARA O ESTADO, O Estado de S. Paulo

12 de julho de 2016 | 10h00

Mesmo quem não conseguiu ingressos para os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro pode ainda ter uma visão privilegiada de algumas das principais provas do evento. Talvez melhor até do quem garantiu um assento em uma das arenas. Graças a tecnologia, o Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro, irá transmitir as competições de judô, natação, atletismo, basquete e futebol, além das aguardadíssimas cerimônias de abertura e encerramento em 8k, ou como também é conhecida, em Ultra Full HD. Isso permitirá uma imersão para o espectador que promete surpreender muita gente. 

"Os visitantes do Museu do Amanhã terão a oportunidade de ver não só uma transmissão inovadora, mas também poderão conhecer e refletir mais sobre a tecnologia 8K e o futuro da televisão brasileira, por meio de uma experiência jamais vista no Brasil", conta o diretor geral do Museu do Amanhã, Ricardo Piquet. "O resultado será a sensação de presença física no evento, por meio de imagens e sistema de sonorização de altíssima qualidade", afirma.

Para se ter ideia a tecnologia mais popular hoje em transmissões no Brasil é a Full HD, onde a imagem é formada por 1.920 colunas de pixels e 1.080 linhas, o que dá aproximadamente cerca de 2 milhões de pontos na sua televisão. Assim como foi na Copa do Mundo, as Olimpíadas terão alguns eventos transmitidos em 4k, ou Ultra HD, com  3.840 colunas de pixels por 2.160 linhas e cerca de 8 milhões de pixels na tela. No Museu do Amanhã, as transmissões terão dimensões de 7680 × 4320. 

O evento será possível graças a uma parceria entre a Globo, transmissora oficial dos Jogos no Brasil e a NHK, emissora japonesa que irá retransmitir o evento para o Japão. Enquanto aqui no Brasil engatinhamos ainda com o 4k, do outro lado do mundo eles já planejam transmitir toda a Olimpíada de 2020, em Tóquio, no Full Ultra HD.

"Somos parceiros da NHK há algum tempo e começamos a testar o 8K no Brasil em 2013, com captações de imagens do Carnaval. Na Copa do Mundo em 2014, fizemos algumas transmissões para público restrito. A tecnologia 8K é considerada o futuro da TV e nós investimos continuamente em inovação", explica o diretor de Tecnologia de Transmissão e P&D da Globo, Paulo Henrique Castro. 

Paulo Henrique explica que a captação das imagens em 8k com áudio de em 22.2 canais será feita por uma equipe da emissora japonesa. Depois disso, o sinal é enviado para o IBC, que distribuirá o conteúdo para exibição através de um projetor em uma tela com mais de 300 polegadas, e para uma transmissão experimental pelo ar no canal 30 de UHF e apresentado em uma televisão especial de definição 8K com a recepção sendo feita por uma antena interna. Essa transmissão contará com ferramentas tecnológicas que são consideradas uma evolução do atual sistema de TV Digital terrestre.

"Como a proposta do 8K é dar uma sensação de imersão, o produto terá menos cortes, menos câmeras e menos zoom do que uma produção HD tradicional, pois a altíssima fidelidade das imagens nos leva a uma experiência mais contemplativa. Como em uma experiência presencial, cada pessoa tem a possibilidade de escolher em qual parte do vídeo concentrará mais atenção, ao contrário da TV de hoje em dia", afirma o diretor da Globo. "Os espectadores presentes terão uma experiência comparada somente a quem assistirá aos jogos nas arenas. Mas com os recursos adicionais de multicâmeras que cobrem ângulos diferentes", explica Paulo Henrique.

Quem gostou da ideia deve ir até o site do Museu do Amanhã (www.museudoamanha.org.br) e fazer o agendamento prévio. As sessões serão gratuitas, mas sujeitas à lotação de acordo com a disponibilidade do espaço.  

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