Na América do Sul, pequenos têm vez

Com a ausência do Brasil, pelo menos uma vaga na repescagem deve sobrar para emergentes como o Peru e a Venezuela

Paulo Vinícius Coelho, O Estado de S.Paulo

31 de julho de 2011 | 00h00

O único continente sem sorteio, por ter os nove inscritos num grupo único, a América do Sul dá chance de ouro para os pequenos. Pode haver cinco classificados, se o quinto colocado vencer o playoff com a Ásia. Quer dizer que pode haver mais de 50 por cento de classificados.

A Venezuela nunca teve tanta chance. O mesmo vale para o Peru, em pleno processo de reestruturação. Os dois times foram semifinalistas da Copa América, que acabou no fim de semana passado.

Digamos que a Argentina tenha uma vaga assegurada. Abaixo do time de Messi, está o campeão da Copa América, o Uruguai, mesmo precisando renovar posições como a de Diego Forlán. Chile e Paraguai são favoritos às outras duas vagas, mas os paraguaios trocaram de técnico e precisam rejuvenescer sua seleção, agora sob o comando do técnico Arce.

Aproveitar eventuais vacilos de chilenos e paraguaios é a chance de Peru, Colômbia, Equador e Venezuela. Bolívia parece a mais frágil.

Depois do sorteio, o técnico do Brasil, Mano Menezes, disse que não acredita em facilidade para os quatro teóricos favoritos. Disse que a Copa América sinaliza o crescimento da seleção peruana, a surpresa venezuelana, mas que num torneio longo, de turno e returno, pode prevalecer a maior estrutura.

De qualquer jeito, parece bem grande a chance de seleções como a Colômbia, que não joga um Mundial desde 1998, na França, e o Peru, que não entra na Copa desde 1982 (Itália), disputarem a sério uma vaga na Copa do Mundo do Brasil, em 2014.-

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