Na Ásia, uma pré-largada

Grand Prix

Reginaldo Leme, O Estadao de S.Paulo

25 de janeiro de 2008 | 00h00

Para quem está com saudades do cheiro da gasolina, hoje e amanhã tem uma "avant-première" da temporada de 2008. O autódromo de Dubai está recebendo a primeira etapa do recém criado campeonato asiático da GP2, que vai mostrar em que nível técnico estão as 13 equipes que participam da categoria na versão européia, responsável por abrir as portas da Fórmula 1 para Nico Rosberg, Heikki Kovalainen, Lewis Hamilton, Nelsinho Piquet e Timo Glock. Bruno Senna, agora correndo pela equipe que ganhou o campeonato do ano passado, é candidato à bola da vez. A versão asiática da GP2 foi criada para preencher este período pré-temporada da F-1 e da própria GP2 européia, usando três dos mais modernos autódromos do mundo - Bahrein, Malásia e Dubai -, além da Indonésia. Serão disputadas cinco rodadas duplas, de hoje a 12 de abril (o encerramento também acontece em Dubai) e cada equipe é obrigada a ter, pelo menos, um piloto da Ásia ou Oriente Médio. Por aí se percebe que o objetivo maior é dar experiência internacional aos pilotos da região para a qual a F-1 tem voltado sua atenção desde a proibição da propaganda de cigarro em países ocidentais. Mesmo sem contar com mesma formação com que vão disputar as preliminares dos GPs de F-1, as equipes usam os pilotos com os quais esperam lutar pelo segundo título mais importante do automobilismo mundial. No caso de Bruno Senna, o companheiro de equipe, tanto na versão asiática como na européia, será o indiano Karum Chandhok, que já venceu corrida em 2007. Portanto, este começo de ano terá importância fundamental no entrosamento entre pilotos e equipe.O Brasil será representado ainda por Alberto Valério, que passou pela Fórmula 3 inglesa, depois de ter sido campeão sul-americano em 2005, e estréia na GP2 pela equipe italiana Durango; e Diego Nunes, campeão da F-3000 européia em 2007, que vai defender a equipe espanhola de Adrian Campos, tendo como companheiro o russo Vitaly Petrov. Valério está confirmado para toda a temporada, mas Nunes, por enquanto, tem contrato apenas para as 10 provas asiáticas. Bruno Senna fez uma temporada bastante irregular em 2007, começando com vitória numa das primeiras corridas do ano, mas o rendimento do carro variava muito de uma pista para outra. Logo ficou claro que ele não estaria na briga pelo título. Agora, contratado pela equipe campeã, a iSport, ele pensa no título para abrir caminho para a F-1. Os principais rivais no ano deverão ser o francês Romain Grosjean, campeão europeu de F-3 e atual piloto de teste da Renault na F-1, o italiano Luca Filippi, o austríaco Andréas Zuber, o inglês Mike Conway, o belga Jerome D?Ambrosio, o venezuelano Pastor Maldonado e o próprio companheiro Karum Chandhok. Nessas corridas asiáticas será usado ainda o carro de 2007, e com o regime de giros do motor reduzido de 9.700 rpm para 8.500 rpm, o que provoca uma diminuição de potência de 600 para 500 cavalos. A medida foi adotada por causa da presença de pilotos jovens sem experiência com carros tão potentes.Mas isso é o que menos importa a Bruno. O que ele quer mesmo é disputar o maior número possível de corridas. No final do ano, somando as da Ásia e as da Europa, ele somará 27 corridas. Sempre pensando em descontar a pouca experiência em outras categorias de base que ele não disputou. Tudo para preparar bem a sua chegada à F-1.

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