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Antero Greco
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Na bola

Os times continuam em formação interminável, num vaivém maluco; na votação na Câmara deram uma estropiada na Lei de Responsabilidade Fiscal; a CBF só levanta cortina de fumaça em torno da seleção e dos problemas do futebol de cá. Ou seja, motivos para desestímulo nos são oferecidos todos os dias. Mesmo assim, o fascínio do joguinho resiste e o Brasileirão, com poréns de praxe e altos e baixos, começa a embalar. Então, digno leitor, ocupemos o espaço do domingo para batermos uma bola.

ANTERO GRECO, O Estado de S.Paulo

12 de julho de 2015 | 02h02

Se tiver tempo e interesse, um programa interessante é ver o São Paulo, na sessão matutina, contra o Coritiba. A turma do Osorio interrompeu série de quatro rodadas sem vencer e no meio da semana castigou o Vasco com surra de 4 a 0 em Brasília.

Não foi exibição de gala, como o placar sugere - e hoje em dia bater no Vasco não engrandece currículo. Mas se vislumbrou um Tricolor mais harmonioso, apesar de erros defensivos. No meio e na frente, o ritmo fluiu melhor. Dá até medo de elogiar; em todo caso, vai o registro: Pato esteve bem.

Não arriscaria cravar que Osorio ajustou o time. Também não ficaria com pé atrás a respeito da possibilidade de o São Paulo perambular pela parte de cima da classificação. Uma boa oportunidade para seguir na toada é o Coritiba, frequentador da zona do descenso. Jogos assim costumam ser cascas de banana para quem sobe no salto. Que el maestro colombiano encontre a dose adequada para combinar bom espetáculo com outro resultado positivo

Prova de fogo. Outro jogo com jeito animado está marcado para a Arena Pernambuco. O Palmeiras sobe mais do que inflação, derrubou quatro obstáculos em seguida, empolga os fanáticos (e nem tanto). a ponto de já ter gente que se põe a falar em título.

Está aqui do lado o Nilson Pasquinelli, diagramador do Estado que tem sangue verde, que não me deixa mentir. Ele andava sumido das crônicas desde o fim de 2014, quando imaginou que acompanharia o time pela terceira vez na Série B. Agora, não; voltou a sorrir, numa síntese do que sente o torcedor comum. Entre símbolos, flâmulas, chaveiros e outros badulaques palestrinos na mesa, Nilsão avisa que "a fera despertou e pintou o campeão".

Calma, não é pra tanto. Houve evolução com Marcelo Oliveira, o entrosamento salta aos olhos, há movimentação salutar. O Palmeiras transformou-se em equipe com perspectiva promissora. Um dos melhores testes ocorrerá na visita ao Sport. Tem diminuído o fôlego do Leão pernambucano e a invencibilidade foi para o espaço na quarta-feira diante do Atlético-MG. Ainda assim é dos que têm melhor retrospecto como mandante, com vitória nos seis jogos em casa. Se o Palmeiras voltar com um ponto, ao menos, dá para imaginar sequência segura.

Cavalheiros. Não menos atraente é o clássico entre Flamengo e Corinthians, no Maracanã. Aqui uma particularidade que merece discussão. Sheik e Guerrero mal desembarcaram e viraram titulares rubro-negros, além de queridos da torcida. A rapidez na conquista de vaga e simpatia se deve ao talento da dupla e à escassez de jogadores de qualidade no elenco. Ambos têm potencial para ser atração do time. Certamente, mas estão fora hoje

O motivo você sabe: no momento da transferência do Parque São Jorge para a Gávea dirigentes fizeram um pacto de não agressão, acordo de cavalheiros que previa a ausência dos moços no primeiro duelo que viessem a realizar. A justificativa para a proposta é curiosa: foram liberados antes do término dos contratos prévios, então não deveriam jogar.

Como o Fla andava aflito, topou a condição. A lisura rubro-negra vale elogio, pois nos dias que correm se desrespeita documento escrito, quanto mais acertos verbais. Mas não é profissional. Foi feita uma transação corriqueira e a presença de ambos seria chamariz adicional para ambas as torcidas - uma para saudá-los, outra para azucriná-los.

Noves fora a etiqueta, dentro de campo em teoria a vantagem é do Corinthians. Tite reformulou a escalação, por força das circunstâncias, e reencontrou equilíbrio. Não há futebol de encher os olhos, porém voltou a acumular pontos. No meio da semana, suou para bater o Atlético-PR por 2 a 0, com dois méritos: a defesa se mantém como a menos vazada (8 gols, ao lado da do Palmeiras) e o time retornou ao bloco principal da Série A. Há harmonia entre os setores, mas falta a definição no ataque, pois Vagner Love não engrena. Guerrero fará falta. Mas...

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