Na China, brasileiros só pensam em Londres

Algumas provas da disputa em Xangai, que começa hoje, classificam para a Olimpíada, caso dos saltos ornamentais

Valéria Zukeran, O Estado de S.Paulo

15 de julho de 2011 | 00h00

Enquanto a natação espera para saber se Cesar Cielo vai competir ou não, por conta do caso de doping em que está envolvido, o restante da delegação brasileira que está em Xangai se prepara para a estreia no Campeonato Mundial de Desportos Aquáticos. A competição começa na noite de hoje, horário de Brasília (manhã de sábado na China), com as provas de trampolim dos saltos ornamentais.

Os brasileiros só competem a partir de amanhã, na plataforma, quando também entrarão em ação as representantes do País do nado sincronizado.

O Mundial também tem disputa de polo aquático, maratonas aquáticas e natação.

Para alguns atletas, o desempenho no Mundial é de suma importância para as aspirações de ir à Olimpíada de Londres. É o caso dos saltos ornamentais, em que os 12 primeiros de cada prova individual garantem vaga nos Jogos.

As maiores esperanças estão com Cesar Castro, 5.º lugar no trampolim 3 metros há dois anos. "Estou na mesma forma de Roma, mas é difícil fazer previsões", diz. "Se estiver em um bom dia, tenho condições de lutar por vaga olímpica."

Mais complexa é a situação de Hugo Parisi e Rui Marinho, os primeiros a competir, na plataforma sincronizada, 10 metros. Ambos passaram por sérias contusões - Parisi se recuperou recentemente de fratura por estresse no púbis enquanto Marinho competirá com uma fissura na coluna.

"Mas acho que temos uma vantagem, que é o fato de estarmos mais acostumados a saltar ao ar livre", pondera Parisi. "Para mim está ótimo. Está calor e sinto como se estivesse treinando em Belém" diz Marinho, que é paraense.

Doping. Os problemas da China com alimentos levaram a agência de segurança alimentar de Xangai a emitir um guia de restaurantes onde os atletas poderão fazer refeições sem medo de serem flagrados no exame antidoping.

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