Na Colômbia, pontapé inicial para 2016

Com 562 atletas, Brasil usa competição em Medellín para dar experiência a jovens, já de olho na Olimpíada do Rio

Amanda Romanelli, O Estadao de S.Paulo

19 de março de 2010 | 00h00

Muitos atletas que podem defender o Brasil na Olimpíada do Rio, em 2016, terão sua primeira oportunidade de disputar um torneio internacional até o fim do mês. Seguindo diretrizes do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), as várias confederações do País enviaram jovens atletas para a 9.ª edição dos Jogos Sul-Americanos, que começa oficialmente hoje, em Medellín (Colômbia). A cerimônia de abertura terá início às 21 horas (de Brasília) no Estádio Atanasio Girardot. O torneio, embora de baixo nível técnico, servirá como experiência.

Entre os 562 atletas brasileiros ? o País não terá representantes somente no beisebol, softbol, hipismo, futebol e patinação de velocidade ?, estão jovens promessas do vôlei, vôlei de praia, basquete e atletismo. Outros esportes, como natação, judô, ginástica e handebol, preferiram fazer equipes mistas, com atletas já experimentados junto de iniciantes. Por isso, garotos de 15 a 16, da equipe majoritariamente infanto-juvenil do vôlei masculino, vão dividir espaço, na Vila Sul-Americana, com atletas como o ginasta Diego Hypólito, o nadador Thiago Pereira, a judoca Ketleyn Quadros e o mesa-tenista Hugo Hoyama, que participou da competição, pela primeira vez, em 1994.

"Essa é uma importante etapa da preparação no ciclo olímpico e serve para acumular experiência internacional", afirmou José Roberto Perillier, sub-chefe da missão brasileira. "Na maioria das modalidades temos chances reais de medalhas e, nas que não temos tradição, utilizaremos as disputas como laboratório."

O basquete, por exemplo, usará o torneio para preparar suas seleções sub-18 para a disputa da Copa América, no meio do ano. "Essa é a idade com que temos a maior atenção, justamente porque é a que pode dar atletas para 2016. Vai ser bom, para eles, enfrentar algumas seleções adultas", lembra o diretor das seleções masculinas, Vanderlei Mazzuchini. O atletismo terá um time sub-23 e o vôlei de praia, uma dupla sub-21.

Organização. Cidade que já foi chamada de capital do narcotráfico mundial, Medellín receberá cerca de 5 mil atletas, técnicos e delegados de 15 países até o dia 30. Para organizar a competição, gastou US$ 25 milhões (R$ 45 milhões) para reforma ou construção de sedes, de acordo com dados oficiais. A Vila Sul-Americana, que custou outros US$ 16 milhões (R$ 28 milhões), terá seus 621 apartamentos distribuídos a famílias de classe baixa, graças a subsídios do governo.

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