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Daniel Smorigo/WSL
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Na corda bamba, Jadson quer 'atropelar' em Pipeline para não cair

Potiguar luta para não ser rebaixado no Circuito Mundial de Surfe

Paulo Favero, O Estado de S. Paulo

05 de novembro de 2015 | 07h00

O surfista Jadson André está na corda bamba no Circuito Mundial de Surfe. Em 20.º lugar, sabe que somente os 22 mais bem colocados permanecem na elite em 2016. Outros vêm do QS, a divisão de acesso, mas ele está mal também. Assim, sua última esperança é ir bem na última etapa do ano, em Pipeline, no Havaí, para não cair.

Amigo de Filipe Toledo, Adriano de Souza e Gabriel Medina, candidatos ao título mundial, ele não quer cruzar no caminho deles. "Quem vai ser campeão eu não sei, mas espero que nenhum deles dependa de me vencer em Pipe para isso, pois quem vier eu vou atropelar. Estou focado na minha situação de degola. Está na hora de parar de me preocupar com os outros e focar mais no meu trabalho", diz.

Para Jadson, o título está aberto, até porque além do trio brasileiro, o australiano Mick Fanning também tem grandes chances. "Acho que o que deixa o pessoal um pouco mais sossegado é o Gabriel estar mais atrás, porque se ele chega em Pipe precisando acabar só uma bateria na frente dos caras, ele iria conseguir o título", afirma.

Ele elogia os quatro surfistas, mas garante estar na torcida por Mineirinho. "Vou torcer pelos brasileiros, mas particularmente queria que o Adriano fosse campeão. Ele está tentando isso há muito tempo. Eu amo o Filipe, adoro o Gabriel, que é como um irmão para mim, mas, se fosse escolher um, seria o Adriano. Ele tem a maior chance da vida dele neste ano."

Jadson é do Rio Grande do Norte e já conhecia o potiguar Italo Ferreira, o estreante do ano no Circuito Mundial, há muito tempo. Até por isso, o sucesso do amigo não surpreende o surfista. "Pouca gente conhecia o Italo, e eu sou a pessoa mais próxima dele, pois crescemos juntos. Era visível que ele tinha um talento especial. Lembro que falava dele em 2010 para os gringos, mostrava uns vídeos, ele tinha 14 anos, e dizia que um dia estaria na elite e disputaria o título mundial. Só não imaginei que o sucesso dele seria tão rápido."

Só que para azar de Jadson, Italo foi seu grande algoz na temporada. "Fico feliz por ele, mas é complicado esse mundo de competição. No ano passado, quando ele se classificou para a elite, até chorei, mas esse ano o cara que mais me ferrou no circuito foi o Italo. Perdi quatro eventos para ele. Eu sou muito bonzinho, acho que preciso pensar mais em mim. Todos têm talento, mas é um esporte individual. Não me arrependo de ter ajudado o Italo, dado força, mas serve de lição. Preciso focar em mim", avisou.

Na quarta-feira, Jadson passou para a segunda fase no QS 10.000 Oi HD São Paulo Open, que está sendo disputado em Maresias, e espera manter o ritmo nas próximas fases para chegar embalado ao Havaí. Ele viaja na segunda-feira e vai disputar duas etapas antes de Pipeline.

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