Na decisão do vôlei, bola fora dos locutores

Empolgação é atributo importante para narrador de qualidade. Empolgação demais cansa. Que o digam Maurício Torres, da Record, e Luciano do Valle, da Band, que ontem redobraram os decibéis na transmissão de Brasil e Cuba no vôlei.Galvão, na Globo, parecia um monge comparado aos colegas eufóricos, que não poupavam os tímpanos da audiência. ''''Waleuuuuuska!'''', berrava Torres na Record, ressaltando o ''''u'''' inexistente no nome da brasileira.''''Tá foooooora!'''', gritava Luciano na Band, que além do tom de final de Copa, se superou com pérolas como: ''''Paula Pequeno, que de pequena não tem nada, é Paula Grande.''''Bastava zapear por outros canais para ter a sensação de estar assistindo a partidas diferentes. Cledi Oliveira, Ana Moser e Ida apostaram na tecnicidade na ESPN Brasil. Na Sportv, Luiz Carlos Júnior, Marco Freitas e Luciano Huck transmitiam o embate sem sobressaltos. Huck?! O do Caldeirão da Globo?! O próprio, mas que quase passou batido. Calado, deixou os pitacos para especialistas.Tie-break. Crescia o tom de nossos amigos narradores, ponto a ponto. A turma da TV paga começou a se exaltar, mas nem perto chegou dos nossos megafones da aberta, que, a essa hora, já estavam exaustos. Foi fora?, um deles gritou. Não. Foi dentro. Cuba ganhou. Muito barulho por nada.

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