Na descida do Pacaembu, o maior perigo

As mudanças no percurso da São Silvestre vão exigir uma atenção especial dos atletas de elite por causa de alguns longos trechos de descida que não existiam na versão anterior da prova. Treinadores alertam também os corredores amadores: o risco para eles é ainda maior. Ao contrário do que se pode pensar, o principal problema não estará nos 2,5 quilômetros finais da Avenida Brigadeiro Luiz Antônio, mas no trecho entre a Avenida Dr. Arnaldo e o Estádio do Pacaembu.

O Estado de S.Paulo

30 de dezembro de 2011 | 03h04

Claudio Castilho, técnico de Adriana Aparecida da Silva, medalha de ouro na maratona dos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara, faz um alerta: "O amador vai sofrer pela falta de aquecimento antes da prova. Ele tem da largada até a primeira descida íngreme (a do Pacaembu) cerca de 1.300 metros, o que é pouco para um aquecimento".

O problema, segundo o treinador, tende a ser mais grave porque é costume dos corredores amadores permanecerem algum tempo parados, dentro da aglomeração, esperando a largada. "Vai ser preciso ter bastante cautela com o aquecimento."

Carlos Gomes Ventura, treinador e ex-técnico do campeão da São Silvestre José João da Silva, concorda com o colega sobre os perigos da descida do Pacaembu, mas também faz outras considerações sobre a parte final da corrida. "Ele (o atleta) tem de subir a Brigadeiro com muita tranquilidade, porque ela é muito íngreme, e, na sequência, no trecho de descida ele tem de manter o ritmo, sem excessos", recomenda. / V.Z.

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