Na estréia, Nakajima filho atropela mecânicos

Filho de Satoru, aquele que impediu vitória de Senna em 90, admitiu erro e pediu desculpas

Martín Fernandez, O Estadao de S.Paulo

22 de outubro de 2007 | 00h00

Tal pai, tal filho. Foi impossível não repetir o chavão ontem à tarde, em Interlagos. O estreante Kazuki Nakajima, de 22 anos, da Williams, fez uma corrida digna de seu pai, o folclórico Satoru.Em 1990, ano em que o Grande Prêmio do Brasil voltou a São Paulo (após um período em Jacarepaguá, no Rio), o Nakajima pai entrou definitivamente na memória do torcedor brasileiro.Ayrton Senna liderava aquele GP há 38 voltas, caminhava tranqüilamente para sua primeira vitória em casa. Mas aí... na curva Bico de Pato, encontrou o Tyrrel de Satoru Nakajima e ficou sem o aerofólio dianteiro de seu McLaren.Senna ainda parou nos boxes, trocou a peça quebrada e voltou à pista para uma brilhante corrida de recuperação. Terminou em terceiro lugar. O francês Alain Prost, então na Ferrari, venceu a prova.Desde então, piloto japonês virou sinônimo de barbeiragem na pista. Mais de 17 anos depois, o filho de Satoru voltou a dar razão para quem pensa assim. Kazuki, que substituiu o aposentado Alexander Wurz na Williams, largou em 19º lugar - nove posições atrás do companheiro de equipe, Nico Rosberg. Quando parou nos boxes, Kazuki não conseguiu frear a tempo e atropelou dois mecânicos. Um deles saiu mancando e sequer conseguiu trabalhar na troca de pneus. Horas depois da corrida, circulava pelo paddock numa cadeira de rodas, pé esquerdo enfaixado.O outro foi levado ao Hospital São Luiz, mas a gravidade de seus ferimentos não foi divulgada. O piloto, que terminou a corrida em 10º lugar, admitiu o erro e pediu desculpas. ''''Não sei exatamente o que aconteceu, deve ter sido um problema nos freios.''''

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