Reprodução/CBVela Twitter
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Na França, Robert Scheidt continua campanha por uma vaga nos Jogos de Tóquio-2020

Após dois anos fastado, velejador decidiu voltar para a categoria que lhe rendeu ouro em 1996 e 2004

Redação, Estadão Conteúdo

28 de abril de 2019 | 15h14

O brasileiro Robert Scheidt, velejador que é o maior medalhista olímpico na história do Brasil, está na França para competir a partir desta segunda-feira na Semana Olímpica de Vela de Hyères, evento que faz parte do calendário para garantir uma vaga nos Jogos Olímpicos de Tóquio no ano que vem. Após mais de dois anos afastado da classe Laser, ele decidiu no início de 2019 voltar para a categoria que lhe deu medalhas de ouro nas Olimpíadas de 1996 (Atlanta) e 2004 (Atenas).

É a segunda competição do brasileiro na sua volta aos mares. Scheidt competiu no Troféu Princesa Sofia, em Palma de Mallorca, na Espanha, no início de abril, e ficou a apenas 12 pontos da medal race, a vela final da etapa. Agora, com mais tempo de preparação, o velejador se vê preparado para fazer boa prova em Hyères, na Riviera Francesa.

"Foi muito bom ter ido para Palma. Me fez evoluir bastante. Depois da competição na Espanha, também tive bons treinos em casa. Com isso, estou bem animado", explicou Scheidt. "Vamos ver se consigo melhorar o resultado em relação ao Princesa Sofia. Mas sei que será uma disputa dura. A flotilha está bastante forte. Vamos ter velejadores da Austrália e Nova Zelândia. Serão 150 a 160 barcos na água, com previsão de vento forte".

Tentando classificação para sua sétima Olimpíada, o que estabeleceria um novo recorde para um atleta brasileiro, Scheidt quer usar a competição na França como preparação para o Mundial na classe Laser, que será realizado em Tóquio no início de julho, mesmo local onde acontecerão as competições das Olimpíadas.

"Tenho bastante cautela com o volume de treino, buscando mais a qualidade que a quantidade e respeitando o tempo de repouso", explicou o velejador. "Se por um lado enfrento atletas mais jovens, tenho a experiência a meu favor. Uma campanha olímpica envolve muita pressão. E já ter passado por isso muitas vezes é um fator que me ajuda", completou.

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