Ezra Shaw/AFP
Ezra Shaw/AFP

Na ginástica rítmica, Angélica Kvieczynski conquista 2º bronze

Brasileira leva o 3º lugar na fita e País alcança centésima medalha 

NATHALIA GARCIA, ENVIADA ESPECIAL A TORONTO, O Estado de S. Paulo

20 de julho de 2015 | 12h41

A brasileira Angélica Kvieczynski não conseguiu quebrar a hegemonia dos Estados Unidos na ginástica rítmica, mas faturou sua segunda medalha de bronze nos Jogos Pan-Americanos de Toronto. Foi a centésima medalha do Brasil na competição. A conquista veio após uma bela apresentação na fita, enquanto nas maças ficou com a quinta posição. A grande estrela desta segunda-feira foi a norte-americana Laura Zeng, que ganhou as duas provas do dia e encerrou sua participação no Pan com cinco ouros.

A ginasta brasileira sabia que era "tudo ou nada" para não sair de mãos vazias nesta segunda-feira. Angélica recebeu apoio da torcida nas arquibancadas e, mais confiante, garantiu a terceira melhor nota com a performance na fita (15,633), ficando atrás apenas de Laura Zeng e Jasmine Kerber, em nova dobradinha das norte-americanas. Insatisfeita com o quarto lugar, a canadense Patrícia Bezzoubenko pediu revisão da nota. Os juízes até aumentaram sua pontuação, mas ela continuou fora do pódio. Natalia Gaudio, outra representante do Brasil, foi a última colocada.

Nas maças, Angélica não cometeu falhas graves e obteve boa nota de execução pela série, entretanto, o grau de dificuldade mais baixo empurrou a brasileira para a quinta posição no aparelho, com a pontuação total 15,267. Já Natalia deixou o instrumento ir ao chão, e a pontuação de 13,633 a colocou no oitavo e último lugar.

O ouro ficou mais uma vez com Laura Zeng. Ainda que não tenha feito uma apresentação impecável desta vez, a ginasta de 15 anos voltou a mostrar melhor desenvoltura que as adversárias. A canadense Patrícia Bezzoubenko conquistou a prata e Jasmine Kerber, dos Estados Unidos, levou o bronze.

Angélica Kvieczynski fecha sua participação em Toronto apenas com duas medalhas de bronze (fita e arco). A brasileira teve um desempenho inferior ao obtido no Pan de Guadalajara, em 2011, quando ganhou bronze no individual geral, no arco e na bola, além de uma prata nas maças.

É importante ressaltar que, diferentemente de praticamente todas as demais modalidades, a ginástica rítmica ainda não adaptou seu programa pan-americano ao olímpico. Por isso, distribui medalhas por aparelhos no Pan. Na Olimpíada, só é premiada a disputa em que se somam os resultados dos dois aparelhos do conjunto. No individual, a soma das notas dos quatro aparelhos.

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